terça-feira, 29 de março de 2011
PONTOS CANTADOS
Quais as diferenças de pontos de chamada, de linha e sustentação?
Vamos debater juntos.
Saravá,
Camila.
sexta-feira, 11 de março de 2011
TEMA LIVRE
Comunico que a meu pedido, o Pai Fernando irá nos honrar com as respostas (junto comigo) deste tópico.
Saravá,
Camila
sábado, 19 de fevereiro de 2011
CONSCIÊNCIA E COMUNICAÇÃO
Vamos debater esse assunto?
Camila.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
ENQUETE
O que você espera dos Dirigentes do Terreiro que você faz parte? A Mãe ou Pai de Santo são abertos aos filhos da corrente? E os Capitães?
Axé,
Camila
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
MAIS UMA NOVIDADE NO TERREIRO
Essa semana estão sendo eleitos cinco médiuns de cada gira para representarem todos os médiuns perante os dirigentes.
Os médiuns eleitos deverão fazer sugestões ou reclamações para contribuir com o desenvolvimento de cada gira, servindo como um porta voz, os quais levarão as principais considerações aos dirigentes.
Portanto, havendo sugestões/reclamações, vocês poderão contar com mais um meio: procure os seus representantes de gira.
Axé,
Camila
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
DIA 02 DE FEVEREIRO É DIA DE IEMANJÁ - ODOIÁ!
Neste dia de Iemanjá achei justo fazer uma publicação com a imagem de seu lar, nosso lar.
Quem nunca ouviu dizer que "um mergulho no mar cura tudo". E não é que é verdade? Um mergulho no mar renova as energias.
Para nós, umbandistas, a natureza é essencial para nossas atividades. A natureza é a essência da vida e é ela que nos dá força para lutar, seguir em frente.
Esse final de semana eu vi um barquinho de isopor enfeitado com fitas perto da Ilha do Mel.
Então fica a pergunta: mais vale presentear Iemanjá com espelho, barco enfeitado, pente, perfume ou preservar nossa natureza? Acredito que uma simples oferenda feita de coração é muito bem recebida por nossa mãe.
Saravá,
Camila
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
RETORNO DAS ATIVIDADES - 2011
A primeira delas é que as giras de quarta-feira passarão de duas para três, sendo uma delas à tarde (sob o comando do Pai Beco de Oxóssi). O Pai Fernando decidiu tomar essa iniciativa devido pensando nas pessoas que tem alguma dificuldade em ir para gira à noite.
A segunda novidade é que o terreiro contará com um grupo de estudos, sendo o primeiro encontro no dia 05.02.2011, sob a coordenação do Paulo Braz, o qual administrará o grupo e transmitirá o resultado ao Pai Fernando. Para participar é só enviar um e-mail para: estudopaimaneco@hotmail.com
A terceira novidade é que os médiuns poderão participar de outras giras quando convidado por outros médiuns para cambonear. Mas quem for participar deve apenas cambonear, é vedada a incorporação. Maiores informações foram encaminhadas ao e-mail pessoal de cada médium.
Encontro vocês na segunda-feira, no início dos trabalhos do TPM 2011, com gira de Preto Velho.
Saravá,
Camila
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
O TERREIRO DO PAI MANECO CONVOCA SEUS MÉDIUNS PARA AJUDAREM NA CAM PANHA SOS
domingo, 26 de dezembro de 2010
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES 2010
Como estamos no final de ano e no recesso das nossas atividades, venho através deste tópico comunicar que voltaremos com as postagens na última semana de janeiro, já que esta é a data prevista para o retorno das atividades.
O Pai Leonardo de Oxóssi fez uma retrospectiva dos momentos marcantes, indico a leitura: http://umbandeando.blogspot.com/p/retrospectiva-2010.html
Para aqueles que irão passar a virada do ano na praia, não esqueçam de saudar a nossa grande Mãe Iemanjá.
Que as forças dos orixás façam desse 2011 um ano de paz, união, amor, alegria.
Obrigada à todos que participam do blog, seja em comentários, sugestões ou apenas na leitura.
SARAVÁ!
Camila
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
DICAS PARA DESENVOLVER A MEDIUNIDADE 4
Saravá,
Camila
terça-feira, 30 de novembro de 2010
GRAVIDEZ E INCORPORAÇÃO
Na realidade isso não diz respeito à qualquer interferência do espírito no bebê, só deve ser evitada a incorporação por uma questão de cuidado.
Saravá,
Camila
sábado, 20 de novembro de 2010
CABOCLO PENA VERMELHA
Saravá,
Camila
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
RECADO DO PAI TINGA - 15 DE NOVEMBRO DE 2010
Nesta última segunda-feira, data em que a Umbanda completou 102 anos, o Pai Tinga falou sobre a relevância desta conquista e pediu para que aproveitássemos a data para refletir sobre quais conquistas a Umbanda trouxe para cada um de nós e sobre quais a Umbanda ainda tem pela frente, bem como, o papel de cada um de nós nessa jornada.
Fica aqui o espaço para comentarmos sobre o assunto.
Saravá!
Camila
sábado, 6 de novembro de 2010
DIVULGANDO O TERREIRO DO PAI KIKO, EM SÃO PAULO
"Saravá aldeia Mata Virgem.
Saravá a todos.
Dia 11/11/2010, faremos nossa primeira gira na oca nova. Feliz.
Náo parece, mas ja estamos juntos a quase um ano, crescendo e aprendendo. Um ano montando e desmontando conga. Um bom começo, que deixa nosso pequenino espaço com gosto de conquista. Um terreirinho muito maneiro.
A pedido de nossos mentores, teremos 6 ou 7 giras até o final do ano, sempre as quintas feiras. esta setima deixarei em aberto para possibilidade de uma visita dos meus padrinhos e de minha mãe de santo, que se rolar, faremos na praia.
Abaixo a agenda até o final do ano.
Corrente - sempre às 19:00. assistencia - 20:00. Estão todos convidados.
Já na próxima gira a entrada será pela rua das rosas 465.
Muito axé para todos.
Kiko.
11/11 - EXU.
18/11 - PRETO VELHO/ERÊ.
25/11 - CIGANO/MARINHEIRO.
02/12 - CABOCLO/BOIADEIRO.
09/12 - EXU - BAIANO.
16/12 - PRETO VELHO."
terça-feira, 26 de outubro de 2010
CRIANÇAS NA VEZ
Saravá,
Camila
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
NÃO BATA A CABEÇA A TOA - 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
DEPOIMENTO
"De tanto ir e vir quis ficar, vestir o branco no corpo e na alma e fazer parte daquele balé pela paz e pela vida. No primeiro dia na corrente, aquilo que imaginei ser só alegria, se transforma numa mistura de emoções que poucas vezes havia experimentado na vida. Vontade de ir e de ficar, confiança e dúvida, segurança e medo, mas fiquei mesmo assim, ciente de que estava fazendo a escolha certa e dando uma chance, não para a Umbanda, mas para mim mesma."
Acredito que este depoimento nos dá a idéia de um pouquinho do que é a corrente do nosso terreiro. Mais do que confusão de sentimentos, a corrente representa uma força inexplicável, a qual em harmonia é capaz de atingir locais que nem imaginamos. Nossa força não tem limites, ultrapassa fronteiras, chega em lugares que necessitam de um pouco energia, um pouco de amor, um pouco de alegria, ou até mesmo, um pouco de fé.
A fé é única e indiscutível, cada um tem fé naquilo que acredita e com esses pensamentos individuais conseguimos transformar em uma única força, a qual faz com que nossa corrente seja de ferro e de aço.
Saravá nosso terreiro!
Camila
terça-feira, 19 de outubro de 2010
I SEMANA UMBANDISTA DE VOLTA REDONDA
PAZ NAS TORCIDAS
É com muita tristeza que volto neste assunto com o exemplo do João Henrique, mas faço dele o exemplo da paz, tenho certeza que esse é o nosso maior soldado para simbolizar esse sentimento que tomou conta de nós ano passado.
Vamos em frente fazendo nossa parte, apoiando os movimentos que aparecem, como por exemplo o movimento que a nossa irmã de corrente Andréa Destefani está fazendo em seu blog: http://coisasdecasados.blogspot.com/2010/10/paz-nas-torcidas.html
Vamos divulgar e apoiar a paz nas torcidas, que o estádio volte a ser o local familiar, sem medo, com alegria e harmonia. Domingo haverá jogo do Atlético na Baixada contra o Fluminense, vamos apoiar o movimento indo ao jogo vestidos de branco.
Saravá,
Camila
terça-feira, 12 de outubro de 2010
ENERGIA DA NATUREZA
Em razão do trabalho que iremos ter na segunda-feira que vem com os filhos de Xangô e Iansã do TPM para a Fundação Lupaluna, resolvi colocar essa foto em homenagem a natureza, já que a idéia central da Fundação é informar a sociedade sobre a situação dos recursos hídricos no estado, mobilizando a sociedade na preservação dos mananciais da bacia do Alto Iguaçu.
Essa foto é em Maraú/BA, para chegar até ela passa por um mar calmo, tranquilo, pela região de mangue (lugar em que o rio desemboca no mar). O lugar é tão especial que as forças de Oxum e Iemanjá se encontram de maneira singular.
Saravá,
Camila
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE 3
Camila
terça-feira, 28 de setembro de 2010
TEMA LIVRE
Axé,
Camila
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
O BLOG ESTÁ DE VOLTA
Por motivos particulares no dia 23 de abril suspendi a publicação do Blog do Pai Maneco. Acho que pela quantidade de acessos que continua acontecendo mesmo depois de estar desativado há mais de seis meses - quase três mil mensais, ele deve voltar a sua atividade normal. Sempre fiz questão de deixar bem claro que minha herdeira espiritual é a Mãe Lucilia de Iemanjá. Como pretendo ainda exercer minha atividade legando através de textos que serão escritos e declarações ao vivo que farei para quem quiser fazer uso dessa experiência que juntei nesses cinqüenta anos de espiritismo, estou transferindo à Mãe Lucilia e aos seus filhos e meus netos, Thiago e Camila, filhos do radialista prematuramente desencarnado Sebastião Teles da Silva, o Nindo, a responsabilidade de continuar mantendo o Blog do Pai Maneco com comunicação direta a quem quiser conhecer toda a filosofia do nosso Terreiro.
Como despedida do Blog vou anunciar um tema que foi objeto da Minha Opinião de Setembro. Está em discussão e as postagens já serão respondidas pelos novos titulares: “o Exu é um agente controvertido da Umbanda, que tanto faz o bem como o mal”. Não posso aceitar essa assertiva, mesmo porque ninguém explicou até hoje, ao menos eu desconheço, o que é o Exu em sua essência. Se é um espírito ou um elemental.” FMG
sexta-feira, 23 de abril de 2010
ENCERRAMENTO DO BLOG
Em todo caso, se alguém precisar falar comigo ou quiser uma orientação, estou lá na minha toca no Terreiro do Pai Maneco, ou através do email que consta no www.paimaneco.org.br Meus escritos estão no nosso site. Já editei um livro e um novo logo será publicado.
Esse blog, apesar de já estar inativo, permanecerá publicado por mais dez dias, quando então será deletado.
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
TEMA LIVRE N. -32-
quinta-feira, 15 de abril de 2010
DIA 29 ATENDIMENTO AOS ANIMAIS
domingo, 11 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
CARTA ABERTA AO SEO ZÉ
Carta aberta a S. Zé Pelintra.
Saravá meu nego amado, querido amigo e protetor,
Sabido é que ando lhe devendo lá umas oferendas e uns agradecimentos. Mas aí me pergunto, meu pai, quem de nós não está? Sei que meu nego não se faz de rogado pela pequena demora não. Não o senhor, grande entendedor do mundo de antes e de agora. Entende das ervas, da costura, da dor dos escravos, da beleza da miscigenação das raças, da dificuldade dos homens nas cidades pequenas e grandes. E que entende também dos meus esquecimentos despropositados!
Então, apesar do atraso dos meus agrados, não tenho vergonha de ainda lhe fazer mais um grande pedido. O senhor, conhecedor das dificuldades da civilização de hoje, podia muito bem nos dar mais uma força bruta nesse momento tão incauto. Não podia?
É, meu pai, por aqui a coisa anda feia. Muito feia. É terremoto pro lado, ventania pra baixo, uma tal de gripe suína voltando pra cima e um alagado do tamanho da vista aqui, pro nosso lado. Agora pra andar no Rio precisa até de pedalinho – o senhor não vê?
“- Uma ajudinha, pelamor, o senhor não manda não, doutor?
- O branco estraga e nego tem que trabalhar?
- É sim, senhor.”
Pois falta ainda muito pra gente aprender, meu pai. Reforça, aqui, então, essa lida da educação dos filhos. Ensina a gente a viver de novo, a amar, respeitar o próximo e a cuidar do planeta em que vive. A ter alegria na alegria do outro, a ter felicidade na felicidade de alguém. Ajuda a tirar as vistas da ganância e a colocar os olhos de ver com amor a obra de Zambi.
Vem e traz, nego querido, essa sua imensa falange, essa família de homens e mulheres de luta. E com eles traz a gente de volta pro trilho, traz a gente pro caminho certo – que de errado a gente já foi bem longe e fez até desvio. Mostra o retorno, meu pai. O senhor e toda essa família de Zés que é quase infinita em tamanho – e eterna em fundamento.
Ajuda a gente a enxergar e entender o que é honestidade e o que é malandragem. Vem mostrar de novo o que é o jeitinho brasileiro – que não engana, não mente, mas que é versátil em toda sua destreza e maestria. Porque malandragem é fazer o difícil com um sorriso na boca, como o senhor mesmo já ensinou.
Chega aqui, ajuda a virar essa mesa cheia de corrupção, violência e estupidez. Bora botar ordem na cozinha! Jogar fora esse rango insosso, botar a nossa feijuca no fogo, preparar o pandeiro do samba bom. Traz essa força e a sabedoria, meu pai, pra gente colocar fora tudo que não presta nessa vida. Desde o falso amigo até o político corrupto, o policial cruel.
Que é pra tentar evitar, meu pai, que mais se matem ou morram assim, com tiro no peito, em deslizamento, num infarto de estresse, numa depressão ou overdose qualquer.
Vem mais perto pra tirar seu povo dessa condição de menor abandonado, desse sentimento de rejeição.
Eu sei que é pedir demais, mas abre esse seu sorriso e seus braços um pouquinho mais, meu pai! Porque a gente é criança e precisa, sim, de luz no caminho - e de um bom colo, pra deitar e sonhar um futuro melhor pra nossa gente.
Com todo o carinho e respeito do mundo.
Sua fia branquela,
Caroline Lipca
quarta-feira, 7 de abril de 2010
TEMA LIVRE -31-
sexta-feira, 2 de abril de 2010
JAMES CAMERON
segunda-feira, 29 de março de 2010
MENSAGEM
quinta-feira, 25 de março de 2010
TEMA LIVRE -30-
sexta-feira, 19 de março de 2010
ATENDIMENTO AOS ANIMAIS
LINDO TEXTO DA CAROLINE LIPCA
S. Oxossi quem chegou”
Qualquer um que entre, após a descida de S. Tupinambá, pode vir a
pensar em histeria coletiva. O som do atabaque é alto, tanto que abafa
as vozes e a conversa dos mais distraídos – além da explicação para os
mais curiosos. Pois descem, um por um, rodando, bufando, aos brados,
prontos para a caça. Não são arquétipos de anjos celestes, com
repertórios de harpas e flores. Aqui não há espaço para ingenuidades.
São mais, são sábios, matreiros, fortes e guerreiros. São caboclos de
Oxóssi que chegam com suas flechas, bodoques, apitos e cocares, trazem
as ervas, a água e a luz de Aruanda.
Sento-me junto à cabocla que repete para que eu bem entenda: um é
complemento do outro. Explica-me a unidade do pequeno conjunto de
elementos em sua tábua para que eu entenda o todo. Pois a luz é que
faz crescerem as plantas, que vêm das sementes e dão frutos e folhas.
E as folhas pertencem ao céu. E confirmo que o céu é dos caboclos.
Venho para ganhar um abraço, um colo. E posso falar da minha
abstinência, que é de luz. Pois já me havia dito meu pai Xangô que é
isso que vamos todos buscar lá – embora algumas vezes não saibamos.
Concordo, de pálpebras cerradas, relembrando. E afirmo que quem não
tem olhos de ver, ainda assim tem o corpo para sentir. É só tentar.
Pois no frescor da mata e no alívio das dores é onde vibra Oxossi. E o
tapinha no rosto, seguido do sorriso largo, isenta qualquer desordem
em minha mente. Saravá meu pai Tupinambá! Já me encontro salva dos
meus demônios. Mas ainda não vou. Minha saudade é essa, mas também
outra, e espero mais um tanto.
As despedidas são feitas e vão-se todos, embora pra cidade da Jurema,
“vão ser coroados na cidade da Jurema/ com a coroa de guerreiro da
cidade da Jurema”.
(Então vem escorrer sobre todos o rio dourado, a vibração pacificadora
de Oxum. Vem trazer amor, união, placidez e bem-estar. Um alento para
as vistas e a alma dos aflitos. Chega girando lenta, delicada, para
embalar os filhos que vem buscar ajuda.)
Diferente de Oxóssi, em seu etéreo verde de largo sorriso, Ogum traz o
peso do metal e os olhos de fogo. É ali, no centro do terreiro, quando
os atabaques esquentam, que desce S. Sete Ondas. “Que bela surpresa/
vem de Aruanda nos abençoar.” E é só o começo. Vêm ainda muitos
outros, como soldados, em ordem, em peso e tamanho, em gana e
seriedade. São astutos, diretos, cortantes e certeiros. Por trás de
cara fisionomia fechada, um caboclo faz valer suas armas. Ogum é
trabalho, dedicação, e é amor também.
Não perco minha deixa e chego ali, na fila de espera, para ver se
ganho o abraço que fui buscar. Ele não tarda, nem falha. “Venha cá,
Caroline.” E o enlaço, numa das poucas formas que os limites desse meu
corpo permitem acarinhar um amigo querido, um protetor leal – a quem
eu tanto devo. “Eu sei tudo que acontece com você.” E não duvido. Quem
duvidaria? Afinal, depois de trazer alguém à tona, se pode ainda
ensinar a respirar. E ele acompanha todo meu inspirar e expirar. Sem
nenhuma condenação. As broncas vêm, é certo, mas com carinho, como as
de um pai cauteloso.
Oferece-me, ali ao lado, um amigo novo para conversar. Temos quase a
mesma idade. Ele sete e eu doze, no máximo. Seu pai fica no meio, pois
é hora de tratar das chagas.
São homens e mulheres, ali sentados. Todos com suas dores e seus
problemas. Os semblantes são sérios e entristecidos. O colo de que
precisam ainda é maior do que aquele que eu buscava. Mas é menor do
que Ogum vem oferecer. “Gira, gira, gira dos caboclos.” E se houvesse
imagem para definir o trabalho, seria algo como uma grande enfermaria.
Saem dos corpos afiadas farpas de desgosto, o denso pus da solidão,
são abertas e vazadas todas as feridas de tristeza. E para a limpeza
daquilo que sobra: Caboclo da Pantera. Chega para recolher e levar
aquela toda a sujeira, vem fazer a assepsia do espaço, para que cada
um possa ir embora limpo.
(Mas ninguém de lá sai antes de receber o amor da grande mãe. Vem
Iemanjá, a espalhar toda sua luz azul. Chegam sereias de todos os
lados a sussurrar e murmurar votos de amor, alegria e felicidade para
os filhos. Trazem nas mãos a água salgada, que limpa e purifica toda a
carne aberta, todo o espírito ferido.)
Meu amigo, ali sentado, canta todos os pontos e explica, baixinho,
como gosta de Iemanjá e Oxum. Isso talvez porque seja ele também um
gigante. Espírito não marca idade e não tem só o tamanho do corpo. É
algo como a brabeza das pessoas pequenas – que geralmente é enorme.
Um tempo para respirar, parecia. Um ponto de Ogum ao fundo. Mas quem
respira quando caboclo quer trabalhar? Ponto de Ogum ao fundo, pelos
lados, por cima da cabeça, nas paredes. Eis que se apresenta o
primeiro guerreiro. Com a fronte cerrada, girando com velocidade, ele
chega, agitando a médium compassadamente. A energia se espalha. (Essa
é sua força, filha.) Não precisa nada mais para que venham ainda
outros. Ritmados. Brandindo suas armas, voltando ao combate. Ogunhê! A
energia cresce, cresce e sobe. Em volta da corrente, uma alta
barreira, como uma muralha. Como disse, Ogum é amor e vem cuidar dos
seus filhos, proteger os filhos de sua casa.
Mal desincorpora a ogan e é posta ali, com atabaque e tudo, no centro
da pequena sala. Uma de cada vez, as palmas tocam o couro. Veloz e
cada vez mais. Como os músculos que sofrem, o coração pulsa. “Ogan
toca pra Ogum” – que Ogum vem. Três, ali no centro, a curimbar.
Nenhuma palavra, nenhum sorriso, mas a dança revela. Cada pé que bate
no chão como o passo do sangue nas veias. O cuidado cadenciado dos
espíritos em cada pulsar de energia ali, em volta de quem precisa.
Difícil não se emocionar com tanta delicadeza. Ainda mais pra mim,
essa eterna manteiga derretida. Mas então a hora tarda. Depois do Pai
Nosso, um abraço nos amigos dedicados, que estão ali entregues, a
serem os emissários pelos quais podemos conversar e abraçar nossos
outros tantos amigos e protetores espirituais.
“A Umbanda é paz e amor/ um mundo cheio de luz/ é força que nos dá
vida/ e a grandeza nos conduz”.
E é por tudo isso e muito mais que eu digo “Salve!” à corrente de
ferro e de aço do Caboclo Akuan – que me deu de presente esse vício
bom de macumba, de aprender com os espíritos e esse amor ao saravá!
Axé! – como diria meu pai de santo.
Esse texto foi escrito após a ultima gira de 4a. feira do TPM.,FMG
terça-feira, 9 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
E AGORA?
A BRAVURA POR SI MESMA E TÃO BOA COMO A MAGIA
quinta-feira, 4 de março de 2010
UMBANDA E CATOLISMO PODEM SE MISTURAR?
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
QUE OS ORIXÁS ABENÇOEM OS INOVADORES

O Ricardo Barreira, diretor da Umbanda Fest, inegavelmente um inovador e moderno dirigente da Umbanda, acaba de lançar uma novidade que desde já vou, com a sua permissão, introduzir no Terreiro do Pai Maneco. Ainda não rascunhei como será porque estou ainda envolvido com a emoção de imaginar a Umbanda deitando e rolando na inovação do respeito aos animais,começando pelos cães e gatos, justificando a sua bandeira em defender a Natureza. Copiei a matéria de um jornal que reproduzo para que todos tenham conhecimento da novidade. Oportunamente divulgarei como acontecerá no nosso terreiro o ritual para energizar os animais. FMG
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
DICAS PARA DESENVOLVER A MEDIUNIDADE -2-
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
TEMA LIVRE - 28
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
UMA PESQUISA - CONSCIENTE OU INCONSCIENTE?
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O BLOG DO PAI MANECO ESTÁ DE VOLTA
Está reaberto o Tema Livre n. 27. FMG
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
ATÉ FEVEREIRO ESTOU DE FÉRIAS
Os comentários postados e que ainda não foram publicados foram recusados. Mais uma vez comunico que comentários sem nome identificado também serão recusados. Outrossim, na mesma situação qualquer comentário publicado antes da volta em Fevereiro.
Antes de encerrar desejo agradecer a todos os irmãos que motivaram a existencia desse blog que chegou a uma média de dez mil visitas semanais. A todos, muito obrigado!
domingo, 6 de dezembro de 2009
CAPITÃO CRISTIANO


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
TEMA LIVRE -26-
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
VAMOS DISCUTIR?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
DEPUTADO QUER INSTITUIR O DIA DA PAZ DAS TORCIDAS ORGANIZADAS

Em sua justificativa o Deputado Caíoto argumentou que a cada partida de futebol a sociedade contabiliza os prejuízos causados pelo vandalismo que invade as cidades, principalmentge em tornomdos estádios. Embora os esforços das equipesde segurança pública ou privada sejam extremados para que na haja tais acontecimentos, a cada partida de futebol novos acontecimentos, nefastos, são produzidos por vândalos e marginais misiturados entre os torcedores.
O Deputado lembrou que no dia 25 de Outubrode 2009, entre noticias que precedem as partidas de futebol, fomos surpreendidos por um fato isolado que estarreceu a sociedade paranaense: o atropelamento do estudante de direito da Faculdade de Curitiba - JOÃO HENRIQUE MENDES XAVIER VIANA, 21 anos, na saída de um estádio na Cidade de Curitiba. O fato consumado, seguido de milhares de manifestações nas ruas e na rede mundial de computadores, através do documento "MANIFESTO PELA PAZ E CIDADANIA'", encaminhado às autoridades e jornalistas de todo o país, traz-nos a reflexão de que tal situação jamais poderia ter acontecido, mas se aconteceu não poderá passar despercebido aos olhares atentos da sociedade civil representada por este legislativo. Além de se tratar do estudante e do filho Jão Henrique, trata-se do jovem João Henrique teve, abrupta e violentamente, todos os seus sonhos interrompidos apenar por ter ido a um estádio de futebol.
O Deputado Caíto falou que "com a aproavação do projeto" teremos a oportunidade da conscientização das torcidas; os amigos e familiares do João Henrique continuarão com a caminhada para combater a banalização da violência:por mais que se vá à guerra, ninguém sai de casa para morrer! Esta data é oportuna para que as torcidas organizadas prestem contas, nas tribunas disponíveis, de um balanço anual que demonstre as ações tomadas para que seja coibida a violência nos estádios e que o futebol continue sendo o programa da familia paranaense - esta é a grande meta!"
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
ENSINAMENTOS DO SEO BEIRA MAR
Achei interessante e por isso publiquei no blog.
FMG
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
TESTE
sábado, 14 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
UM CAPITULO PARA COMENTÁRIOS
"CAPITULO 6
TERCEIRA ENERGIA
O Domingos era um membro da corrente. Gordo, brincalhão e alegre, era muito querido por todos. Dizia coisas desconexas. Falando sobre preparação espiritual dos médiuns, deixou escapar uma das suas marcantes falas:
- A gente lê, estuda e aprende. Quando vem o espírito, ele faz o que quer, não adiantando nada o que se aprendeu.
O pai-de-santo fechou a cara, demonstrando sua indignação pelo comentário do festejado gordo, principalmente por contradizer tudo aquilo que ele pregava. O Ferro costumava berrar, gritar, reclamar por tudo, mas tinha um coração imenso. Toda aquela postura era mentirosa. Mas, filho de Ogum não deixava as coisas para depois. Interrompeu e vociferou:
- Domingos, você é um burro! O médium tem que dar condições ao espírito, para poder extrair sua cultura. Na umbanda chamamos o médium de cavalo. Um cavalo bem domado, sabendo andar, trotar e galopar, deixar ser montado e obedecer as rédeas, facilita ao cavaleiro. Quanto mais preparado, cultural e espiritualmente, mais fácil para o espírito dar sua comunicação. Você é um imbecil!
Apesar da grosseria das palavras, todos, inclusive o Domingos, acharam graça da forma do pai-de-santo expressar-se.
Embora comum e fundamental para a religião espírita, a incorporação de um espírito com o médium é um grande mistério. O Domingos acreditava que não adiantava nada o médium ter cultura espírita. Já o pai-de-santo com sua experiência pregava o contrário. Foi com outro espiritualista que entendi a incorporação e a necessidade da preparação do médium.
Naquela ocasião, ainda não conhecia o Andir de Souza, um experiente pai-de-santo. Gosto de conversar com ele e, principalmente, trocar idéias sobre a umbanda. Falávamos sobre a mediunidade, principalmente no que se refere a diferença da mesma entidade incorporada em médiuns diferentes.
- É a terceira energia – disse.
-
- Terceira energia? Explique melhor, pedi.
- O espírito é uma energia e o médium é outra. Cada qual com sua cultura, sensibilidade e conhecimentos. Um é um e outro é outro. Entretanto, quando a entidade toma o corpo do médium, essas energias se unem, formando uma terceira. Ambos estão ali presentes, reunidos em uma só força. É como dois em um.
- Como o café com leite? Tentei ajudar.
- Sim, boa colocação – elogiou. O café é uma bebida pura, o leite também. Os dois juntos criam uma terceira bebida.
- Isso explica bem. Se a entidade incorpora em mim, ela fica com uma parte que sou eu. Se incorpora em outro, fica com uma parte do outro. Não pode ser igual, em dois médiuns diferentes. Falei, para esclarecer minha compreensão.
- Isso mesmo, disse o Andir. Vamos imaginar um exu, incorporado em um médium manso, culto, amoroso, com sua aura limpa e vibrante. O mesmo exu incorporado em um médium menos preparado, violento, e cheio de ódio. Obviamente, no primeiro, ele vai trazer, em sua manifestação, toda esta parte boa do médium, misturada em sua energia. No segundo médium, vai ter que lutar para não deixar esta parte ruim do médium, se sobrepor à sua vontade. Vai parecer, para quem conversar com os dois médiuns, que não é a mesma entidade.
- O princípio do computador. Completei. O espírito só pode tirar do médium o que ele tem programado. Como um computador. Se seus arquivos são de má qualidade, só pode informar coisas semelhantes. É, está bem esclarecido este ponto.
Enquanto voltava para casa, pensando na proveitosa troca de idéias com o Andir, lembrei-me do Domingos.
- Pena que o Domingos já desencarnou, senão poderia explicar para ele o que o Ferro não conseguiu. "
FMG
domingo, 8 de novembro de 2009
CONVOCAÇÃO
terça-feira, 3 de novembro de 2009
MAIS DO QUE NUNCA, OS UMBANDISTAS DEVEM OPINAR
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
GIRA NO RIO DE JANEIRO
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
PEDIDO DE FORÇA PARA OS UMBANDISTAS
domingo, 25 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
TEMA LIVRE - 24 -
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
CAPOEIRA E UMBANDA
CAPOEIRANDA E UMBANDOEIRA.
IDEIA BASICA DE UM MEDIUM CAPOEIRISTA, OU DE UM MESTRE UMBANDISTA.
Capuera – capoeira é pura e simplesmente o guarani – caá-puèra – mato que foi – mato miúdo que nasceu no lugar do mato virgem que se derrubou.
É necessário responder a pergunta indagando se os africanos trouxeram a capoeira da áfrica, especificamente de angola, ou a inventaram no Brasil.
Tomando como base, poucos e raros documentos conhecidos, afirmam como sendo de angola os primeiros negros aqui chegados, assim como ter o grosso de nossos escravos escoados dos portos de são Paulo vindos de Luanda e benguela. Sobretudo os capoeiras falam o tempo todo em capoeira angola somente quando querem distingui-la da capoeira regional. Não existe documentação precisa que afirme com segurança terem sido os negros de angola os que inventaram a capoeira, ou mais especificamente a capoeira angola. Muitas cantigas citam não só angola, como Luanda e benguela. Há registros que especificamente os negros de angola, eram demasiadamente insolentes, loquazes, imaginosos e sem persistência para o trabalho. Porem férteis em recursos e manhas. Tinham mania por festas, pelo reluzente e pelo ornamental. E foram nas festas que surgiu a capoeira.
Portanto a minha tese é a de que a capoeira foi inventada no Brasil, com uma serie de golpes e toques comuns a todos que a praticam que os seus próprios inventores e descendentes, preocupados com seu aperfeiçoamento, modificaram-na com a introdução de novos golpes e toques, transformando uns e extinguindo outros, associando isso ao fator tempo, que se incumbiu de arquivar no esquecimento alguns deles, ou transformar outros. Há também o fator do desenvolvimento sócio econômico de onde se pratica a capoeira.
Outro fator importante é o que se refere à capoeira em si e suas ligações com o candomblé. De inicio tenho a dizer que entre a capoeira em si e o candomblé existe uma independência. O jogo da capoeira para ser executado, não depende em nada do candomblé, como ocorre no folguedo carnavalesco chamado afoxé, que para ir às ruas, há uma serie de implicações de ordem místico-liturgicas. Apesar de muitas cantigas falarem sobre mandinga e mandingueiro, não existe nada de religioso neste termo quando usado na roda de jogo.
O texto acima resumido foi extraído do livro – capoeira angola – ensaio sócio etnográfico – de waldeloir rego.
Tudo bem bacana, mas... Aqui vai o que aprendi na pratica.
Sou mestre de primeiro grau, pela federação paulista de capoeira, formado pelo mestre grande e graduado com a corda verde e branca, pelo mestre pata de leão.
Ótica umbandista de kiko.
A farda branca veio em dois sons, tudo junto e misturado.
O mesmo atabaque que girava os caboclos me fazia soltar os pés. Aos treze anos, a capoeira entrou em minha vida juntamente com o terreiro da tia Matilde.
Como na umbanda, o que o mestre fala não se discute. Eis aqui o que me foi passado pelo meu mestre, a respeito do inicio da capoeira. E é no que acredito.
O culto afro brasileiro dito como Candomblé teve inicio nas roças ou senzalas, em momentos de musica, dança e devoção. Debaixo do altar com santos católicos ficavam os amalás criando assim o nosso simpático e amável sincretismo brasileiro.
Eis que os mais bad boys, cansados de levar na cara daquele bando de branquelos, despertam o espírito guerreiro e arrumam uma forma de reagir a tanto mau trato, pois a cada tentativa de fuga, na hora do mano a mano, quem tinha arma se dava bem. Os caras começaram a pensar em como imobilizar, ou derrubar um capitão do mato, ou capataz de maneira rápida, facilitando a fuga.
Começaram a reparar em movimentos de animais, arvores, e tudo mais que agia de forma brusca na natureza
Como usar o coice da mula? O rabo da arraia era longo dizia os que vieram pelo mar, e se mexia velozmente. O que na forquilha caia, de pé não parava. A inchada que quanto mais alto subia, mais forte descia para rachar o chão. A natureza ensinava.
As primeiras tentativas tiveram sucesso. O revide pensado era inesperado pela soberba dos capatazes. Era fato que tinha mais chance quem tinha o ímpeto de atacar de surpresa.
E onde atacar de surpresa? Onde eles só olham para frente. Quando estão correndo na CAPOEIRA, só olham para frente, e nunca para baixo. (capoeira como aprendi com meu mestre, é o mato baixo que vem depois da seca ou coisa parecida. É onde só da para se esconder se estiver deitado, o que virava o elemento surpresa).
Mas como praticar? Como se todo tempo era lavoura, e mesmo sobre a festa da senzala, merendando os assim ditos santos católicos, existam capatazes na vigília.
Como treinar?
É ai que a religião se funde com a capoeira.
Um mais esperto espalhou a idéia, vamos juntar a fome com a vontade de comer. Vamos aproveitar enquanto estão todos dançando para os santos, e no meio da dança, soltamos nossos golpes e como se estivéssemos dançando, vamos treinando.
E foi assim que a capoeira virou dança. A dança de se defender. A dança que esquiva e que ataca. Da ginga de corpo e da malandragem.
O culto dos orixás deu alma para capoeira. Para da alma capoeirista se fizessem grandes guerreiros.
Do culto aos orixás, nasceu a ginga, e é na ginga que se busca a cadencia da respiração, fundamental para se manter no jogo, e na gira. É a engoma pessoal.
A capoeira esta totalmente ligada ao movimento de libertação dos negros, e toma forma de esporte 100% brasileiro ao passar dos anos, sem perder o elemento que mais deixa claro o vinculo entre o esporte e as religiões que usam do som, do canto e do movimento, sua base e suporte de subsistência.
100% brasileira e com alma africana. Isso é fato.
Sem muito lero, lero, faço aqui minha declaração que esta simples versão veio dos meus mestres, o mestre grande e mestre pata de leão, que me deixaram a historia da capoeira mais pé no chão que já li ou ouvi.
Acima do telhado passo informações recebidas do meu amado baiano e grande amigo Antonio ribeiro, o Sarara, ao longo de 24 anos de convívio e boa prosa.
É fato que seu gosto pela capoeira, esta no DNA do espírito baiano. Sempre que podia, sarara estava do meu lado nas rodas. Sempre foi muito mais fácil encarar rodas de formados, ou batizados na periferia de são Paulo quando ele estava junto. Em suas incorporações sempre havia uma saída de rolamento, ou na negativa já saudando o exu logo no meio do movimento.
Eram nítidas as investidas dele em momentos distintos. Para me descarregar vibrando comigo no pé do berimbau e no jogo. Para se divertir à custa do meu corpinho. Para me socar via meu oponente quando eu saia da linha, e coisas parecidas.
Ele Tb fala que as rodas de capoeira no astral rolam sempre que possível, e que tem muito preto velho que chega corcunda no pé da roda, para logo depois voar com os dois pés no peito dos mais ansiosos.
O movimento constante e ciclico do jogo criam uma liberação de energia muito forte. No terreiro quando incorporam, algumas entidades costumam gingar, e esta cadencia marca a vibração. O baiano Sarara que é um filho de ogum apaixonado por Jorge, sempre soube usar como uma vantagem, o fato do cavalo saber jogar.
Esta mesma capoeira que Tb é usada pelos espíritos nas ações de investida contra trevosos e lugares obscuros no astral, e usada nos momentos em que no terreiro, incorporado no médium ou não, esta sempre em alerta para cuidar se preciso de algum espírito, ou encarnado, desavisado ou sem noção. A mesma capoeira que desenvolve sua visão periférica, e seus reflexos, aguçando seus sentidos.
Resumo e sou convicto que capoeira e umbanda, é tudo farinha do mesmo saco.
Amo muito tudo isso.
Sarava toda nação brasileira.
Axé.
Kiko Codina – TPM são Paulo.
FMG









