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quinta-feira, 12 de abril de 2012

VISITAS GRUPOS INDÍGENAS

Vou explicar um pouco para aqueles que não conhecem sobre o espaço físico do Terreiro do Pai Maneco. Em 1999 foi construída uma estrutura em no Bairro chamado Santa Cândida, um pouco afastado da cidade, mas suficiente para manter os 8.000 m² que abrigam toda a estrutura do Terreiro.
Vizinho de um cemitério, o Terreiro foi projetado em forma de oca, onde a sustentação da estrutura está baseada em algumas pilastras, todas decoradas (por determinação do S. João Boiadeiro) com elementos que identifiquem as linhas neutras: Marinheiros, Crianças, Boiadeiros, Ciganos.
Há alguns meses atrás todas as giras neutras foram suspensas, isto porque os médiuns e consulentes estavam deixando de lado a essência da Umbanda, que tem como base Criança, Pretos-Velhos e Caboclos.
Neste período os médiuns se voltaram para os atendimentos exclusivos com as três linhas acima identificadas, fortalecendo assim os laços com a religião, que sabemos ser exclusivamente brasileira.
Surpreendentemente, ou não, nesta segunda-feira recebemos duas visitas maravilhosas: a primeira foi do grupo indígena Fulni-ô e a segunda do Seu João Boiadeiro.
Seu João Boiadeiro veio comunicar a volta das giras das linhas neutras, que havia sido autorizada pelo Chefe do Terreiro, Caboclo Akuan.
Em menos de um mês nós recebemos as visitas de representantes dos grupos indígenas do Norte do Pais os Yawanawá e Fulni-ô. Nesta segunda-feira o grupo Fulni-ô nos presenteou com um canto e energia sensacional. Só quem estava lá sabe do que eu estou falando. Escolhi uma foto para mostrar a grandeza do momento.
Essas visitas aconteceram neste momento de reflexão para nos ensinar que a nossa raiz jamais pode ser esquecida, pois é ela que faz a Umbanda.

Saravá!!
Camila




(foto: Rogério Scheibe Filho)