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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

GIRA NO RIO DE JANEIRO

Um expressivo número de médiuns irá ao Rio de Janeiro para participar domingo da gira do Terreiro do Pai Maneco. Por esse motivo só estarei respondendo os comentário a partir de 2a. feira. FMG

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PEDIDO DE FORÇA PARA OS UMBANDISTAS

Ontem foi atropelado um jovem de nome João Henrique Mendes Xavier Viana, que foi operado no Hospital do Trabalhador, aqui em Curitiba, com poucas chances ´de sobreviver, mas peço que todos façam uma corrente de força. O João é filho da Anna nossa médium da corrente, sobrinho de minha mãe pequena Cris Mendes. Todos aqui estão passando um momento de grande angustia, inclusive a familia do seu pai Toni Xavier Vianna. Vamos pessoal, força na oração. FMG

domingo, 25 de outubro de 2009

AFRÂNIO E SUA TURMA NO CEARÁ







O Afrânio e umas pessoas fazem Amalás no Ceará para pedirem proteção aos Orixás. Essa postagem está de acôrdo com um comentário da Anna (RJ) e nossa resposta, no dia de hoje. Umbanda na Natureza e cultos sem Terreiro ou Dirigentes. FMG

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

TEMA LIVRE - 24 -

A velocidade do blog é uma demonstração clara do interesse de todos. Está postado, por isso, o tópico Tema Livre -24-. FMG

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CAPOEIRA E UMBANDA

O Kiko, futuro Pai de Santo do TPM para abrir um terreiro em São Paulo, escreveu e transcrevo:

CAPOEIRANDA E UMBANDOEIRA.
IDEIA BASICA DE UM MEDIUM CAPOEIRISTA, OU DE UM MESTRE UMBANDISTA.
Capuera – capoeira é pura e simplesmente o guarani – caá-puèra – mato que foi – mato miúdo que nasceu no lugar do mato virgem que se derrubou.
É necessário responder a pergunta indagando se os africanos trouxeram a capoeira da áfrica, especificamente de angola, ou a inventaram no Brasil.
Tomando como base, poucos e raros documentos conhecidos, afirmam como sendo de angola os primeiros negros aqui chegados, assim como ter o grosso de nossos escravos escoados dos portos de são Paulo vindos de Luanda e benguela. Sobretudo os capoeiras falam o tempo todo em capoeira angola somente quando querem distingui-la da capoeira regional. Não existe documentação precisa que afirme com segurança terem sido os negros de angola os que inventaram a capoeira, ou mais especificamente a capoeira angola. Muitas cantigas citam não só angola, como Luanda e benguela. Há registros que especificamente os negros de angola, eram demasiadamente insolentes, loquazes, imaginosos e sem persistência para o trabalho. Porem férteis em recursos e manhas. Tinham mania por festas, pelo reluzente e pelo ornamental. E foram nas festas que surgiu a capoeira.
Portanto a minha tese é a de que a capoeira foi inventada no Brasil, com uma serie de golpes e toques comuns a todos que a praticam que os seus próprios inventores e descendentes, preocupados com seu aperfeiçoamento, modificaram-na com a introdução de novos golpes e toques, transformando uns e extinguindo outros, associando isso ao fator tempo, que se incumbiu de arquivar no esquecimento alguns deles, ou transformar outros. Há também o fator do desenvolvimento sócio econômico de onde se pratica a capoeira.
Outro fator importante é o que se refere à capoeira em si e suas ligações com o candomblé. De inicio tenho a dizer que entre a capoeira em si e o candomblé existe uma independência. O jogo da capoeira para ser executado, não depende em nada do candomblé, como ocorre no folguedo carnavalesco chamado afoxé, que para ir às ruas, há uma serie de implicações de ordem místico-liturgicas. Apesar de muitas cantigas falarem sobre mandinga e mandingueiro, não existe nada de religioso neste termo quando usado na roda de jogo.
O texto acima resumido foi extraído do livro – capoeira angola – ensaio sócio etnográfico – de waldeloir rego.
Tudo bem bacana, mas... Aqui vai o que aprendi na pratica.
Sou mestre de primeiro grau, pela federação paulista de capoeira, formado pelo mestre grande e graduado com a corda verde e branca, pelo mestre pata de leão.
Ótica umbandista de kiko.
A farda branca veio em dois sons, tudo junto e misturado.
O mesmo atabaque que girava os caboclos me fazia soltar os pés. Aos treze anos, a capoeira entrou em minha vida juntamente com o terreiro da tia Matilde.
Como na umbanda, o que o mestre fala não se discute. Eis aqui o que me foi passado pelo meu mestre, a respeito do inicio da capoeira. E é no que acredito.
O culto afro brasileiro dito como Candomblé teve inicio nas roças ou senzalas, em momentos de musica, dança e devoção. Debaixo do altar com santos católicos ficavam os amalás criando assim o nosso simpático e amável sincretismo brasileiro.
Eis que os mais bad boys, cansados de levar na cara daquele bando de branquelos, despertam o espírito guerreiro e arrumam uma forma de reagir a tanto mau trato, pois a cada tentativa de fuga, na hora do mano a mano, quem tinha arma se dava bem. Os caras começaram a pensar em como imobilizar, ou derrubar um capitão do mato, ou capataz de maneira rápida, facilitando a fuga.
Começaram a reparar em movimentos de animais, arvores, e tudo mais que agia de forma brusca na natureza
Como usar o coice da mula? O rabo da arraia era longo dizia os que vieram pelo mar, e se mexia velozmente. O que na forquilha caia, de pé não parava. A inchada que quanto mais alto subia, mais forte descia para rachar o chão. A natureza ensinava.
As primeiras tentativas tiveram sucesso. O revide pensado era inesperado pela soberba dos capatazes. Era fato que tinha mais chance quem tinha o ímpeto de atacar de surpresa.
E onde atacar de surpresa? Onde eles só olham para frente. Quando estão correndo na CAPOEIRA, só olham para frente, e nunca para baixo. (capoeira como aprendi com meu mestre, é o mato baixo que vem depois da seca ou coisa parecida. É onde só da para se esconder se estiver deitado, o que virava o elemento surpresa).
Mas como praticar? Como se todo tempo era lavoura, e mesmo sobre a festa da senzala, merendando os assim ditos santos católicos, existam capatazes na vigília.
Como treinar?
É ai que a religião se funde com a capoeira.
Um mais esperto espalhou a idéia, vamos juntar a fome com a vontade de comer. Vamos aproveitar enquanto estão todos dançando para os santos, e no meio da dança, soltamos nossos golpes e como se estivéssemos dançando, vamos treinando.
E foi assim que a capoeira virou dança. A dança de se defender. A dança que esquiva e que ataca. Da ginga de corpo e da malandragem.
O culto dos orixás deu alma para capoeira. Para da alma capoeirista se fizessem grandes guerreiros.
Do culto aos orixás, nasceu a ginga, e é na ginga que se busca a cadencia da respiração, fundamental para se manter no jogo, e na gira. É a engoma pessoal.
A capoeira esta totalmente ligada ao movimento de libertação dos negros, e toma forma de esporte 100% brasileiro ao passar dos anos, sem perder o elemento que mais deixa claro o vinculo entre o esporte e as religiões que usam do som, do canto e do movimento, sua base e suporte de subsistência.
100% brasileira e com alma africana. Isso é fato.
Sem muito lero, lero, faço aqui minha declaração que esta simples versão veio dos meus mestres, o mestre grande e mestre pata de leão, que me deixaram a historia da capoeira mais pé no chão que já li ou ouvi.
Acima do telhado passo informações recebidas do meu amado baiano e grande amigo Antonio ribeiro, o Sarara, ao longo de 24 anos de convívio e boa prosa.
É fato que seu gosto pela capoeira, esta no DNA do espírito baiano. Sempre que podia, sarara estava do meu lado nas rodas. Sempre foi muito mais fácil encarar rodas de formados, ou batizados na periferia de são Paulo quando ele estava junto. Em suas incorporações sempre havia uma saída de rolamento, ou na negativa já saudando o exu logo no meio do movimento.
Eram nítidas as investidas dele em momentos distintos. Para me descarregar vibrando comigo no pé do berimbau e no jogo. Para se divertir à custa do meu corpinho. Para me socar via meu oponente quando eu saia da linha, e coisas parecidas.
Ele Tb fala que as rodas de capoeira no astral rolam sempre que possível, e que tem muito preto velho que chega corcunda no pé da roda, para logo depois voar com os dois pés no peito dos mais ansiosos.
O movimento constante e ciclico do jogo criam uma liberação de energia muito forte. No terreiro quando incorporam, algumas entidades costumam gingar, e esta cadencia marca a vibração. O baiano Sarara que é um filho de ogum apaixonado por Jorge, sempre soube usar como uma vantagem, o fato do cavalo saber jogar.
Esta mesma capoeira que Tb é usada pelos espíritos nas ações de investida contra trevosos e lugares obscuros no astral, e usada nos momentos em que no terreiro, incorporado no médium ou não, esta sempre em alerta para cuidar se preciso de algum espírito, ou encarnado, desavisado ou sem noção. A mesma capoeira que desenvolve sua visão periférica, e seus reflexos, aguçando seus sentidos.
Resumo e sou convicto que capoeira e umbanda, é tudo farinha do mesmo saco.
Amo muito tudo isso.
Sarava toda nação brasileira.
Axé.
Kiko Codina – TPM são Paulo.

FMG

domingo, 18 de outubro de 2009

A UMBANDA É SAMBA


Recebi do Sidney Oliveira a foto acima com o seguinte texto: "Para quem tem bom gosto e pode ficar ate mais tarde em um quinta aqui vai uma dica: Os Encantados é uma banda formada por Seu Luiz de Ogum (voz), Lelinho, Leonardo e Leandro - (percussao), Tiziu (voz e violao) e Cle (pick-ups e chocalhos). No repertório de quinta passada (15) abriram com varios pontos de Iansã, alguns de Oxum. depois tocaram varios pontos de Pretos Velhos, alguns de os baianos e também para seo Zé Pelintra. Tocaram ainda alguns pontos para os Exus (Seo Tranca Ruas das Almas, Dona Maria Padilha, Dona Tata Molambo e uma saudacao para varios Exus) e depois uns 4 ou 5 pontos para Ogum. Tocaram algumas cancoes sobre Yemanjá e para Xango, entre outros. Os pontos e as musicas tiveram um arranjo um pouco diferente da gira com um diálogo muito interessante com a música eletronica (preenchendo melodicamente ao fundo). O show foi muito bom e acontece todas as quintas por volta de 1h da manha em uma casa habitualmente dedicada ao rock, mas que ha tempos abre espaço para a MPB e outros ritmos nacionais. O Bar Emporio Sao Francisco é tradicional na cidade e fica na Rua Presidente Carlos Cavalcante 1138 no Alto Sao Francisco em Curitiba. É uma proposta ousada do bar que agradou em cheio aos frequentadores e, ao mesmo tempo, divulga a riqueza cultural e musical da Umbanda. Tai a Umbanda fora do terreiro mostrando sua cara e toda a riqueza de seu universo simbólico e de seu encantamento. Vamos prestigiar. "
FMG

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

AVISO LOCAL - CONVITE





Saravá a todos.

O Terreiro do Pai Maneco inicia nesta semana uma parceria com Bar ZéPelin.
Agora todos os Domingos no almoço, a cada Macarronada do Seu Zé vendida, R$3,00 serão repassados ao Terreiro.
A arrecadação será utilizada para apoiar projetos e atividades no Terreiro.

Venha, curta os amigos, aproveite a música ao vivo, coma bem e ainda ajude o Terreiro!

Axé a todos,

Lolô


sábado, 10 de outubro de 2009

TEMA LIVRE -23-

Vou abrir o Tema Livre 23 repetindo uma postagem do Mauro, do Rio de Janeiro, com a nossa resposta:
"Mauro Monteiro disse...
Salve Pai Fernando, mucuiú !Aqui no Rio de Janeiro temos o mais antigo programa de musicas de Terreiro do Brasil: o Programa Melodias de Terreiro, criado pelo saudoso lider umbandista Attila Nunes e sua esposa Bambina Bucci, em 1948, hoje comandado pelo seu filho e tb pelo neto, ambos Atila Nunes.É o deputado que mais luta pelo direitos das religiões de matrizes africanas sendo reeleito seguidamente pela décima vez se nao me engano. Pois bem.O Terreiro do Pai Maneco e eu fomos citados em razão da pesquisa sobre nomes de entidades que consta em nosso site ( www.paimaneco.org.br ). Ele leu vários nomes e divulgou com muita satisfação. Para mim uma honra.Salve a Umbanda !Salve o TPM !Saravá !Sempre com a Umbanda no coração ,Mauro Monteiro - RJ"
Nós também ficamos satisfeitos, não só pelo nosso Terreiro como pelo teu trabalho. FMG

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PAI LÉO DE OXOSSI


Na foto o Pai Léo de Oxóssi, que no domingo ultimo comandou a gira no Rio de Janeiro. Mandou-me uma carta eletronica bastante sentimental, que reproduzo adiante:

"Mucuiu, PF. Escrevi essas linhas sobre ontem. Divido contigo.
Saravá.
Lua cheia amarelada de Oxum.
Cheguei no aeroporto por volta das 18h30m, ainda com a lembrança de uma gira singular no Rio de Janeiro, onde comprovei que está mesmo bem plantada mais uma muda do jardim de Pai Maneco e Sr Akuan, a qual fui, então, ajudar a regar, dar minha contribuição e dos guias nesse início da olimpíada que, tenho certeza, fará estar pungente aquele jardim, como o nosso aqui de Curitiba, quando os Jogos Olímpicos da Terra começarem por lá, daqui a sete anos.
Em casa, descansei um pouco e, depois de uma deliciosa sopa de capeletti, saí em direção ao Santa Cândida. No caminho, uma enorme e hipnótica lua cheia amarelada trouxe-me um pressentimento de que eu veria uma gira daquelas que só acontecem de vez em quando. Ao chegar no Terreiro, outro sinal de que a noite estava especial: não havia uma vaga sequer nem nos estacionamentos nem nas calçadas em frente e nem do outro lado da estrada. A casa estava cheia pra valer.
Antes de entrar, parei na janela para ouvir de fora a melodia dos pontos, quase no fim da vibração da assistência. Não havia um espaço vazio no salão e todos cantavam afinados e com fé. Corrente e público, umbandistas em uníssono. Olhei uma vez mais para a lua e entrei.
Meu pressentimento de mais uma gira singular foi logo confirmado. E como foi. Posso ser suspeito - porque gosto muito de tudo isso - ou pode aquela lua cheia ter me sensibilizado demais, mas a Gira de Oxum que ocorreu nessa noite de 05 de outubro está entre as coisas mais belas e mágicas que aconteceram em nossa casa até hoje. Inebriante, harmônica, suave, luminosa, perfeita! Hipnotizante como a lua amarela que pairava sobre o telhado. Senti-me perto de flutuar.
Parabéns Sr. Akuan e Pai Fernando, que sabem fazer acontecer essas belezas que não merecemos. Os parabéns também à engoma e às inspiradas sambas de terreiro. Por fim, uma especial deferência às médiuns, às nossas meninas que se entregam de verdade ao Orixá, permitindo a Mamãe Oxum mostrar um pouco de seus encantos infinitos. Aieiêô! Aieiêô Oxum, Senhora das águas doces. Põe ordem e mais amor em nossas vidas, Mãe Bondosa que lava e leva embora toda sujeira que há.
Saravá.
FMG

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

BEBEDOURO DA ORDEM


Junto com um bonito texto da lavra do Pai Ronald Stresser recebi dele a interessante foto do bebedouro da Ordem, tradicional logradouro cultura de Curitiba. Esse bebedouro servia antigamente para os colonos oferecerem água para os cavalos puxadores de suas carroças. Sou testemunha viva disso, mesmo porque quanto tinha dez anos e idade e fazia um trajeto montado em um cavalo de passeio do bairro Ahú até ao hoje badalado Batel eu dava água para o cavalo na fonte da foto, que em nada mudou até hoje. FMG