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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TEMA LIVRE -21-

Claudio Henrique, tua postagem sobre o que pode a Umbanda fazer por paises, povos e sociedades não deixa de ser uma pergunta muito interessante. Nunca tinha pensado nisso e até mesmo estou de certa forma hesitando em responder por ainda não ter criado uma opinião definitiva sobre o tema. Claro que todos os terreiros costumam fazer vibrações em caso de desastres o que de certa forma quando elas se juntam às demais também feitas criam um poderoso balsamo para os que sofrem. Mas efetivamente sobre aqueles que estão permanentemente em sofrimento, não sei ainda como fazer, mas fique certo que uma posição nós vamos tomar aqui com a colaboração de todos. Vou encerrar esta postagem 20 e abrir a de 21 com a mesma resposta dada aqui. Fico no aguardo dos comentários dos demais. FMG
28 de Setembro de 2009 11:42

82 comentários:

  1. Andréa Destefani-Colombo-Pr28 de setembro de 2009 12:26

    Vou citar um livro que li há muitos anos atrás então se cometer algum erro me perdoem. Trata-se do Irmãos Karamazov de Dotoievski.No livro o Ivan Kramazov fala mais ou menos assim:"Todos dizem que meu irmão é louco, pois toda manhã pede perdão aos pássaros. O motivo é muito simples:como ele acha que tudo é interligado pedindo perdão aos pássaros eles podem levar seu pedido ao outro lado do mundo, pois algo de errado que ele venha a fazer aqui, mesmo sem saber, pode refletir lá." Foi a única coisa que me marcou porque sinto a verdade nisto. Tudo está interligado e nossa energia direcinada à pessoas que precisam, em qualquer lugar sempre surtirá efeito. Para se desejar o bem (apesar de o bem e o mal serem relativos) não há limite de tempo e espaço. Acredito nisso. Saravá!

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  2. Continuando a reflexao sobre a questao que o Claudio levantou:

    Os terreiros podem contribuir em muitas direcoes. No campo espiritual penso que todos concordam e podem dar muitos exemplos. Toda gira ja inicia pedindo por um mundo melhor.
    Ha tambem muitos exemplos de contribuicoes pontuais como assitencia social, oficinas e campanhas de apoio (como as que o TPM faz).
    Mas, sera que podemos influenciar ainda mais? Que acoes podem ser ainda mais efetivas tanto como individuos quanto instituicao?
    Como ampliar nossa acao no campo politico?
    No campo educacional ? e no campo cultural ?
    De todo modo uma coisa ja esta acontecendo:
    No TPM nao estamos alienados, pois essas tambem sao questoes de um terreiro...
    Saravá!
    abraco
    Sidney

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  3. Pai Béco de Oxóssi28 de setembro de 2009 15:03

    Mucuiú! Pai Fernando de Ogum.
    " Deus dá o frio conforme o cobertor diz o ditado com muita sabedoria. Se Ele que decide é sinal que, neste quesito, entra o merecimento. A Umbanda faz a sua parte, entretanto como contrapartida, existe a necessidade que haja uma conscientização do que seja merecimento. Sem fé o merecimento é pouco ou quase nada. Muitas vezes, consulentes vem pedir para terceiros que estão com problemas e as entidades perguntam: porque a pessoa não veio ao terreiro? não veio porque não acredita, respondem. Pergunto! adianta alguma ação espiritual para esta pessoa? só se for paliativo. Desta forma, qualquer ação coletiva não terá eficácia se não houver conscientização e contrapartida da fé. Sim, a Umbanda pode fazer muito para a humanidade mas, o que a humanidade pode fazer para a Umbanda? Também pode fazer muito se ajudar a preservar a natureza, pregar a espiritualidade, abrir os olhos das pessoas para as virtudes, principalmente para a maior delas que é o amor. Dai sim poderemos dizer que o planeta Terra evoluiu e que a vida será melhor. Enquanto isso não acontecer vai continuar tendo enchente, guerra, doenças, desigualdade social etc. Vamos continuar fazendo o nosso trabalho botando mais retalho no cobertor. Axé! Pai Béco de Oxóssi

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  4. Pai Béco de Oxóssi28 de setembro de 2009 15:18

    Mucuiú! Galã Pai fernando de Ogum.

    Rodrigo Fornos, não vou poder deixar de me manifestar sobre tua postagem no tema livre 19.

    Lá vem o cordão dos puxa-saco, dando vivas aos seus maiorais,
    quem tá na frente vai passando para trás
    e o cordão dos puxa-saco cada vêz aumenta mais. Eh,eh.eh..... Pai Fernando, se não quizer não precisa postar. Pai Béco de Oxóssi

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  5. Andréa Destefani - Colombo-Pr28 de setembro de 2009 17:06

    Pois é Pai Beco a relatividade do bem ou mal, ou se é só um paliativo pedir pelos outros, no meu pequeno entender, é algo que não necessita assim tanta discussão, até porque a gente nunca vai saber a resposta. Mas eu acredito que o fato de irradiarmos vibrações pra problemas mundiais faz a nossa energia se expandir mais e mais, e quanto mais longe ela vai mais forte ela volta...As vezes é o retalho que vai fazer toda a diferença na colcha.Posso estar falando bobagem,mas depois que li a sua postagem comecei a pensar melhor no assunto.

    Coincidentemente estava eu escutando o Caxambu quando li sua postagem Pai Beco.Olha vamos na dança do Caxambu, saravá Pai Beco saravá... E com todo o respeito que devo aos dois pais de santo, os senhores devem ter aprontado muito quando pequenos!Saravá!

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  6. Mucuiú Pai Béco, Mucuiú Pai Fernando,

    Sem puxa-saquismo; prática a qual, como sabem provado de longa data, não sou adepto, me manifesto em concordância ao tema FÉ, clonando aqui trecho de um ponto que cantamos:

    "Como é longo este caminho... quem têm fé têm tudo, quem não têm fé não tem nada."

    Se esta colcha de retalhos que o Pai Béco fala estiver bem costurada, teremos a proteção de que precisamos para enfrentar o próximo inverno.

    Este cobertor chamado fé, que amealhamos aos poucos, é como a capa de nossos Compadres, cobre tudo, só não cobre a falsidade.

    Saravá Babalawôs!

    Pai Ronald - Rio

    e.t.: Até a humanidade atingir o grau de evolução que sonhamos, este cobertor que aviamos com mais um retalho por vez, será de grande utilidade a cada vez mais pessoas, de fé. Saravá! Saravá! Saravá!

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  7. Olá Pai Fernando, apareci para dividir com o pessoal e com o sr. o trailher de uma nova produção nacional que será bem bacana vale a pena ver, sobre a capoeira e algumas coisas a mais.
    Segue o link:

    www.youtube.com/watch?v=W2Qgxb5xw-k

    abraços

    Jimmy

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  8. Olá Pai Fernando.
    Olá Pai Beco.

    Quanto a postagem do Claudio, eu mesma já havia me perguntado o que a Umbanda pode ou não fazer pelo "mundo", me perguntei diretamente em relação as drogas que estão aí, batendo em nossas portas e causado tanta violência bem ao nosso lado.
    O que a Umbanda pode fazer, eu não sei, porque, pelo que aprendemos, há várias questões envolvidas, como o livre-arbítrio, o carma pessoal, o carma coletivo...
    Claro que eu gostaria que as entidades de luz destruissem tudo oq há nas trevas, e assim, apenas o bem existisse... mas, como saber oq é o bem, sem conhecer o mal...
    Passando pela postagem do Pai Beco, tenho um questionamento... Apenas aqueles que acreditam na Umbanda merecem a sua ajuda?
    Creio eu que não.
    Falamos em fé, mas de que adianta uma fé cega, como as dos povos Muçulmanos, que acreditam que explodir uma bomba, matando a si e montes de pessoas lhes garantirão um lugar no paraíso?
    Podem falar que eles sofrem "lavagem cerebral", mas existe fé maior que essa? Eles acreditam piamente e cegamente naquilo que cultuam e nem por isso suas vidas estão melhores.
    Fazem tudo de errado, movidos por sua fé. Detalhe: errado pra nós que temos maior entendimento talvez, mas certo pra eles.
    Talvez eu tenha fugido do tema central, mas eu realmente não sei oq a Umbanda pode fazer por essas pessoas.
    Eu sei oq a Umbanda fez e ainda faz por mim.
    E eu não acreditava na Umbanda quando fui ajudada e acolhida por ela.
    Mesmo assim, as entidades não deixaram de olhar por mim e me guiar no caminho certo.
    Acho que as entidades agem assim com todos. Pra eles não importa se a pessoa acredita ou não neles, basta que tenha uma fé, seja ela qual for, e eles estarão lá, fazendo a parte que lhes cabe... afinal, isso é a Caridade... ajudar alguem, sem olhar a quem, ajudar sem esperar algo em troca.

    Acho que me estendi demais e ainda fugi do assunto...

    Patricia - Curitiba/PR

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  9. Uma vez minha ex-psicóla, que é uma pessoa espiritualizada, me fez uma observação interessante. Falávamos sobre Jesus Cristo e ela perguntou: Míriam , você já reparou que nos lugares onde Cristo é rejeitado os problemas deles são mais severos, principalmente no tocante à paz?
    E eu nunca tinha reparado nisso, mas observem também e verão que chegarão à mesma conclusão.
    Então acho que o quê a Umbanda pode fazer pelo mundo é redobrar o pensamento no Cristo.Ok, não podemos radicalizar e correr o risco de sermos fundamentalistas, porque sabemos que há os cristãos fundamentalistas que inclusive perseguem a Umbanda. Mesmo porque fundamentalismo não combina nem um pouco com o mui amado e doce Jesus de Nazaré.Mas,intensificando Sua Luz no planeta estaremos preparando o terreno para a mudança que certamente virá.Minha maneira de fazer isso é pensar sempre nele, o tempo todo; as vezes simplesmente imaginando seu rosto...

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  10. Miriam, acho que todos vcs não entenderam a profundidade da proposta. Antes de tudo vou rebater a entrada de Jesus Cristo no tema, que não é o caso. Também não concordo com o que disse a psicóloga, porque conheceço muita gente de muita paz que não são cristãos. Vejam os budistas, é uma religião com muita paz. Temos é que criar um movimento para que osd Umbandistas se unam no mesmo instante em oração em favor desses povos. Sem demagogia e com fé. FMG

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  11. Só pra ilustrar o que eu disse anteriormente: Na última vez que conversei com a D. Maria Molambo ela me pediu um cordão de ouro que uso no pescoço com a face de Cristo ( sem a coroa de espinhos!Como foi difícil achar!).Trabalhou silenciosamente nela um tempão e passou para o cigano Pirata que fez o mesmo.
    Agora cês imaginem a minha emoção....

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  12. Pai por isso mesmo falei do risco do fundamentalismo.

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  13. Mais uma coisa, Pai Fernando. Aliás duas.Primeiro: os budistas não rejeitam Cristo. Segundo: "...umbandistas se unam no mesmo instante em oração..." Essa oração seria dirigida a quem? Sinceramente sua posição me assustou um pouco como cristã que sou.

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  14. Pai Fernando...me desculpe a ignorância, mas sei que o senhor pode ajudar. Frequento o terreiro a pouco tempo, o meu primeiro contato com a Umabanda foi no terreiro do Tio Antônio, dirigido pelo Pai André de Xangô... fui até lá porque estava com problemas emocionais e conversando com o Tio Antônio ele me disse que precisava desenvolver a mediunidade e trabalhar no terreiro ou qualquer outra casa espírita..enfim..me sinto muito bem no terreiro acho muito bom.. mas não sinto nada em relação a incorporar sabe, não sinto tontura como muitos que vejo na vibração...esses dias até umas meninas da assistência incorporaram..parece que nunca irá acontecer comigo... será que esta é realmente a minha missão?? Adoraria trabalhar no terreiro, só tenho dúvidas se é relamente isso que tenho que fazer.. peço sua ajuda pela sua experiência...obrigada desde já...um abraço. Emanuelle

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  15. Pai Fernando recebi um mail esses dias q achei mt interessante...dizia:

    Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade.


    E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

    "Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar:


    O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo...Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes.


    O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil.


    Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula. Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.


    Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais....Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.'”

    Isamara - Curitiba-PR

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  16. Pai Béco de Oxóssi28 de setembro de 2009 21:41

    Mucuiú! Pai Fernando.
    Patrícia, acho que vc. já me ouvio dizer que o caminho é o do AMOR. A verdadeira religião está no coração e na mente. No coração para a prática do amor; Na mente para agir com inteligência e bom senso. Os templos, as igrejas, os terreiros etc. servem para dar apôio na prática do amor e da espiritualidade. Quem agir assim, com certeza vai ganhar um bom lugar no mundo astral. Mas não é o suficiente. Tem que haver uma lógica para definir o porque estarmos encarnados. Dai tudo muda. Na minha inteligência, que diga-se de passagem não é tão grande assim, está claro que estamos aqui para, através do livre arbítrio, resgatar karmas, cumprir missão e praticar virtudes. Tudo para a nossa evolução. Agóra! o desamor não leva a nada. Não basta ter fé ( se eu disse isso cometi um lapso ). Há que se ter fé em tudo que seja AMOR, senão não vale. Tenho a Umbanda como a grande religião, porque ela ensina isto, Já disse que penso ser a Umbanda a religião que vai ensinar espiritualidade ao mundo. Porque? por tudo isto e porque ela se utiliza das energias do planeta para nos ajudar na nossa evolução, pois estamos num ciclo reencarnatório aqui, e daqui temos que sair melhores. Evidentemente ela não é a única que manipula está energia, mas para mim é a que melhor faz esta manipulação. Ela professa a fé nos Orixás, que são divindades que cuidam da natureza, de nós e da nossa evolução. Repito o que já disse antes; Tem melhor? Povo deste nosso mundo; Umbanda já! Axé para todos. Pai Béco de Oxóssi.
    Ps. Andrea, quando nós eramos pequenos o pai Fernando, que naquela época nos chamavamos de Voise, era muito malvado, ele me batia. Pode contar isto no terreiro.
    Não conte, não! Vamos que eu não vá pro céu só por causa desta mentirinha.

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  17. Acredito que uma questão que precise ser discutida, no rumo das melhorias sociais, é a amliação dos espaços de atuação, referindo-me a possibilidade de elegermos representantes umbandistas nas eleições parlamentares de qualquer nível.

    É comum, em todos os anos eleitorais, arrivistas procurarem os terreiros, se intitulando amigos da Umbanda, quando sabemos que o seu único interesse é o potencial de votos dos umbandistas.

    Acho que temos que perder o pudor de participar ativamente da vida política, pois temos muito a somar, notadamente com as questões filosóficas, religiosas e de relacionamento, onde a nossa pregação de Paz, Amor e Caridade e o exemplo da igualdade nos terreiros serviria de exemplo para estabelecer um novo patamar nas relações interpessoais, a sociedade deixaria de valorizar tanto o TER em detrimento do SER e quem sabe de ser tão egoísta.

    Além disso, pela nossa vinculação com a natureza do planeta, temos as condições de ombrearmos com a luta dos ecologistas pela sustentabilidade, ao mesmo tempo que exploremos os recursos naturais de maneira a deixá-los íntegros para as gerações futuras, mas trazendo desenvolvimento social.

    Pelo fato de não cobrarmos os atendimentos feitos nos terreiros, poderíamos trazer um novo paradigma nos balcões de negócios em que se transformaram os parlamentos, cheios de interesses escusos.

    É importante perceber que os parlamentares intermediam uma série de demandas que podem trazer melhorias para a comunidade umbandista, assim como para todos os brasileiros, exemplificando: temos que depender de um político para nos ajudar com a lei anti-fumo (dependemos da simpatia do relator da CCJ para incorporar na lei a liberação do uso ritualístico do fumo), para podermos ter um dia em que se comemore o aniversário da umbanda (tivemos que apresentar um projeto de lei para ser votado na Assembléia Legislativa).

    Assim, mesmo sabendo que um político eleito tenha a função representativa do povo umbandista, tentando legislar para melhorias internas, estas também serviriam ao conjunto da população, notadamente a mais marginalizada, que é onde se veem as mazelas existentes na nossa nação e que é o publico majoritário dos nossos atendimentos nas Giras.

    Julgo ainda importante entender os mecanismos da tal da democracia representativa, onde os parlamentos devem traduzir a representação da organização social brasileira, assim se existem umbandistas na sociedade (que são em número bem maior do que as pesquisas, notadamente o censo do IBGE mostra), então este segmento populacional deve estar representado.

    Lógicamente existem mais agrupamentos do que vagas, então não nos resta outra alternativa senão investirmos todos os recursos para sermos representados, mas acredito que chegou a hora de termos também os nosso representantes nos parlamentos em todos os níveis.

    Assim, concluo afirmando que temos que lançar candidatos a cargos eletivos nas próximas eleições, fazendo um esforço coletivo para elegê-los, se possível em todos os estados brasileiros, definindo desde o planejamento da campanha um mandato coletivo que possa centralizar a intervenção do indivíduo eleito.

    Esta é mais uma forma para podermos resgatar a dignidade do povo umbandista e trazer a discussão da marginalização de segmentos etno-culturais formadores da essência do povo brasileiro, para a ordem do dia.

    Qualquer parlamentar eleito, traz uma estrutura invejável, principalmente no tocante aos recursos que poderiam ser canalizados em prol do bem comum, de tal forma a diminuir a marginalização desses segmentosa e aumentar significativamente a nossa ação social.

    Isso vai fazer com que o nosso mais humilde médium não tenha mais medo de preencher na sua ficha para emprego ou na matrícula do seu filho na escola pública a sua opção religiosa.

    Vai ajudar ainda a colocarmos em discussão o pensamento hegemônico da sociedade de "TER" ao invés de "SER", trazendo um contraponto ao materialismo exacerbado que se vivencia nos nossos dias.

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  18. Boa noite Pai Fernando. Mucuiú!

    Eu realmente ainda não entendi a "profundidade" da proposta.
    Se puder ajudar, agradeço.

    Agora sobre o que eu li...Tem haver com visão, fé, atitudes concretas e afins...Mas isso a Umbanda já faz( ou boa parte dela)
    Mas antes de me pronunciar, vou aguardar sua ajuda. Para não fugir do propósito do tema.

    ET. O post da Patricia Sabadin me chamou muito a atenção...

    Luna - RJ

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  19. Boa noite a todos/as!

    Minha contribuição para esta questao é baseada na famosa Lei das correspondências:

    O que está embaixo é igual ao que está em cima. E o que está em cima é igual ao que está embaixo.

    Esta afirmação implica na aceitação de que todo o Universo, tanto em cima como embaixo, tanto "no céu como na terra", tanto no macro como no microcosmo, em todos os níveis de manifestação, é regido pelas mesmas leis.

    Se efetivamente nos unirmos em favor de qualquer causa que seja, estamos trilhando o caminho da tao derradeira manifestação, pois todas as moleculas do universo começam a se movimentar! E que as efusoes de Sao Miguel venham interceder neste 29/09 a favor deste movimento.

    Paz

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  20. Boa noite Pai Fernando!! Eu estava aqui pensando e pensando, e as idéias vão surgindo e fica aquela confusão na minha cabeça. Acho que na minha idade (24) é bem comum acontecer isso haha Mas olha só, uma vez no centro kardecista me falaram (não assumo que é verdade, mas confesso que fiquei impressionado) que os satélites que estão em órbita no nosso planeta costumam sofrer interferência durante a noite, tipo 20:00, que coincide com muitos locais, centros espíritas, terreiros, igrejas, que iniciam seus cultos nessa hora (pelo menos no Brasil), e que a interferência se dá pela força das vibrações das pessoas orando. Achei interessante isso. Agora imagina só várias pessoas orando em favor dos povos?? A energia deve ser enorme. Um movimento "Umbanda sem fronteiras" vai ser ótimo!!
    Abraço a todos!!

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  21. Mirian, se me permite, a psicologia so pode existir dentro de um determinado contexto onde cuidados éticos e procedimentos adequados precisam ser respeitados. Um deles é que a visao politica, religiosa, sexual, por exemplo, nunca entra no atendiemnto.
    Entendo que a historia da humanidade nos diz ha tempos que, independente da religiao, a paz se faz quando ha homens de boa vontade. Ha cristaos, muçulmanos, judeus, budistas, hindus e ou ateus que praticam a paz diariamente.
    Alem disso nao se pode esquecer que muitos ditadores eram cristaos fervorosos...
    No meu entender a Umbanda vai muito alem do cristianismo. Mas isso é um outro debate.

    Quanto a questao levantada pelo Claudio aqui vao mais algumas sugestoes:
    - Criar um calendario anual de festa/eventos voltados a comunidade;
    - Reservar um momento da gira para que a corrente e a assistencia possam voltar seus pensamentos e sua energia para a paz em nosso pais e no mundo;
    - Realizar uma entrega coletiva pela paz;
    - Divulgar no site, blog, no TPM, na FUEP e nos demais espaços, projetos e programas de promomocao da cultura da paz...
    abracos
    Sidney Oliveira

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  22. Saravá Pai Fernando.
    Li as postagens e tentei formular a minha idéia.
    Bom, não sei bem, mas respondendo a sua pergunta: "Sobre como a Umbanda pode ter uma atuação social"...

    Acredito primeiramente que para ter um envolvimento sério e sadio, o principal foco é nos proprios umbandistas.
    Acho que para promover uma atuação dentro do contexto social, a Umbanda tem que amadurecer seus médiuns e seus dirigentes, reformulando sua estrutura no que concerne a caridade.

    Falo isso, porque grande parte dos dirigentes que conheci no meio umbandista, atribuem como caridade somente a incorporação com os guias no terreiro.

    Muitas vezes alienando e condenando as demais praticas como desnecessárias, conduzindo o corpo mediunico a uma preguiça mental, mediunica e intelectual, incentivada pelo "sacerdote" aumentando o sectarismo e a ignorancia espiritual.

    Desculpe um pouco a linguagem... mas ninguém me contou sobre isso, eu já vi e vivenciei estas experiencias a fundo.

    Por isso chego a esta conclusão.
    Antes de uma ação social, é necessária uma reforma interna na umbanda, não na religião, mas nos seus praticantes.
    Quando os umbandistas entenderem que caridade não é exclusividade de entidade, e que nem só de terreiro vive o homem, acredito que ai sim, os UMBANDISTAS estarão contribuindo para que a Umbanda seja física na sociedade, porque ela está em tudo!

    Pq espiritualmente,acredito que ela já atua com as demais vertentes espiritualistas fazendo a sua parte.
    Assim, nós umbandistas já estaremos vibrando em outra sintonia que não seja nos nossos trabalhos internos dentro do terreiro, estaremos vibrando por uma coletividade anonima, partindo do principio da universalidade e da fraternidade.
    A Umbanda não tem muros. A unica coisa murada é a nossa mente, presa ao egoismo e a fragilidade das nossas imperfeiçoes.

    Voltando ao assunto de orgão representativos da Umbanda, como as federações, associações, etc, a partir de uma organização séria, responsável e transparente onde a Umbanda deixe de ser forúm de discussão ritualistica e massificação de titulos sacerdotais e passe a ser uma ferramenta para incerção social e cultural, a partir de uma representatividade real dos propositos umbandistas, ai sim, creio que dentro do nosso contexto espiritual e social a umbanda estará cada vez mais apta a mostrar seus ensinamentos e fomentá-los além dos muros dos nossos terreiros.

    Abraço Fraterno,
    Fabille

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  23. Boooooom... talvez... pudéssemos marcar um dia por mês para, no mesmo horário, os umbandistas se concentrassem em orações para o bem e a paz mundiais... por exemplo, todo dia 07 às 21:30.

    Divulgaríamos essa data como pudéssemos, via blog, orkut, site, FUEP, etc..

    Quem tivesse em Gira, poderia ter orientação do PAi / Mãe de Santo do dia para auxiliar na concentração e direcionamento das orações...

    Quem estivesse em casa, apenas silenciar, concentrar, e orar, com o auxílio de seus Guias e dos Orixás...

    E assim, conseguiríamos formar uma egrégora, uma corrente mental forte e unida, "elos batem no compasso da Fé"... uma corrente que vibraria por todo o nosso planeta.

    ... ? Sei lá. Apenas começando a pensar em algo...

    Saravá.

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  24. As tragédias que estão acontecendo no momento são frutos de atitudes do homem.Os homens do futuro estarão mais preparados pelas religiões pela educação e pela cultura para cuidar do meio ambiente. Não acredito que ainda de tempo mas é uma tentativa. Mudamos nosso amalás, cultuamos a natureza e sem dúvida esta mensagem já esta no coração das futuras gerações. Tenho uma amiga que criou os filhos sempre com um texto de comida natural, integral. Resultado, hoje ela tem duficuldades com a filha que só come verdura e frutas e não adianta reclamar pois foi ela que inventou isto, agora aguente!Não se mata nem mosquito hoje em dia.
    Bem, quanto a uma oração coletiva umbandista para se espalhar pelo mundo, acho que ainda não temos força.Talvez os umbandistas peguem carona no dia mundial da paz e tenham mais condições de realizar amor pelos cantos do universo.Não é pessimismo mas é matemática.
    Lucilia

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  25. Andréa Destefani-Colombo-Pr29 de setembro de 2009 10:34

    Bom, então vamos lá. O sr diz o seguinte(agora que reli):
    "Mas efetivamente sobre aqueles que estão permanentemente em sofrimento, não sei ainda como fazer, mas fique certo que uma posição nós vamos tomar aqui com a colaboração de todos."
    No meu entender o que poderíamos efetivamente fazer seria, em uma determinada causa, concentrarmos nossas forças e solicitarmos as entidades através de amalás que tivessem a participação de todos, de nomes colocados nos pontos das entidades e na dedicação da gira em favor desta causa, ou seja este povo em sofrimento. Por exemplo: o Pai de Santo dedica a gira de pretos ao povo que sobreviveu aos desmoronamentos em Santa Catarina, ou aos que sofrem numa guerra no Oriente Médio. O esforço de cada um gerará numa gira ,no meu entender uma enrgia significativa e orientada a quem precisa.Nenhuma oração é em vão.Esta é minha opinião.

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  26. Ah lembrando, que algumas comunidades naturistas, como os Hare Krishinas e os xamanistas, possuem rodas de orações em prol do planeta terra.
    sempre recebo de um amigo no RS que é um estudioso da filosofia xamanica, que dentro dos calendários deles estao dias e horas de concentração e evocações para a humanidade.

    Muito interessante não?
    Organizado tbm!
    Abraços

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  27. Oi Pai Fernando!
    Antes de mais nada, quero agradecer a acolhida e cuidados que recebi ontem. A cada dia que passa me sinto mais próxima e participante do Terreiro do Pai Maneco.Seu movimento, dentro do terreiro, já atinge um "povão".

    Este tema é muito interessante e me toca como pessoa. A necessidade de estar em lugares onde exista uma possibilidade de ajudar, por menor que seja, é minha. Não sei como explicar isso... talvez um resgate rsrsrsrs
    Acredito tb, no poder da união, somos seres sociais e isto com certeza tem uma finalidade.
    Muitas coisas ainda não sei e minha experiência me trouxe apenas uma certeza... quando vibro um sentimento como paz... amor... tranquilidade... ou até alegria (dificil em algumas situações) é inevitável senti-lo, sendo assim, a primeira beneficiada sou eu mesma.Pode parecer egoísmo, e nisto não acredito, esta "contaminação" é uma consequência,quando junto com estes sentimentos, e com peso ainda maior, está a vontade de ajudar.
    Pai Fernando, o sr. me inclui neste movimento?

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  28. Pai Fernando, mucuiu!

    Acredito que a explicação do Pai Beco é muito próxima da nossa realidade e, até aprimorarmos a discussão, é a verdade para mim.

    Gostaria de compartilhar um pensamento. O planeta Terra tem povos, culturas e religiões distintas e diversas. A Umbanda é, na minha opinião, a religião que tem a cara do Brasil por vários motivos: a música, a dança, a espiritualidade, a alegria contidas na nossa religião, são também a cara do povo brasileiro.

    Neste momento acredito que o Brasil passa por uma transformação através da Umbanda. Afinal, antes éramos tidos como "bruxos", "do mal", "manipuladores de magia negra" e por aí vai. Hoje nossa religião é reconhecida e muito mais respeitada. Até porque não falamos mais que somos espíritas. Abrimos o peito e dizemos com todas as letras: "somos Umbandistas!".

    Voltando à questão do "o que o mundo pode fazer pela Umbanda" e pela questão, pontualíssima, do Pai Fernando que é "criar um movimento para que os Umbandistas se unam no mesmo instante em oração em favor desses povos sem demagogia e com fé". Veja que quando se fala em movimento temos aí a Umbanda pura e simples que é "movimento".

    O que Pai Fernando, em sua visão para daqui a muitos anos - herança, acredito, do velho Acyr Guimarães -, quer dizer é: por meio do movimento, da união, da fé e da determinação nós, os umbandistas, mostraremos que faremos nossa parte pela paz e harmonia do planeta.

    Ao mesmo tempo que cuidamos dos tantos e quantos que estão em nosso TPM, seja na assistência, como na corrente, posso dizer que já trabalhamos para isso. Precisamos de mais.

    A proposta é tão simples quanto o que Jesus disse faz dois mil anos que é amar ao próximo como a si mesmo. Simples? Sim, mas nada fácil para colocar em prática.

    Como a fé e o amor são questões de exercício, como o exercício físico mesmo, precisamos é treinar todos os dias, todos os instantes, nossa fé, nosso amor e nossa determinação para o bem, a paz e a harmonia.

    Fraterno saravá,

    Rodrigo Fornos - Curitiba / PR

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  29. Olá Pai Fernando
    Me chamo Elaine, sou do Rio de Janeiro e começei a frequentar o TPM no Rio.
    Mesmo não tendo visto pessoalmente a maioria dos mediuns, sinto como se já conhecesse pelo tanto de textos, vídeos e etc. que venho lendo e vendo. Gostei muito da filosofia do terreiro e encantanda com as coisas que venho descobrindo. Tudo muito novo pra mim. Frequentei uma casa por um ano com filosofias e rituais bastante diferentes, lá é umbanda com angola.
    Estou a alguns dias tomando a coragem pra escrever, me apresentar e perguntar.. rsrsrs
    Pois são muiiiitas dúvidas e curiosidades que tenho hoje em mente. A Luna que o diga, hehe.
    Bom, inicialmente gostaria se possível perguntar uma coisa.
    Onde eu ia, mesmo não tendo feito anjo de guarda (pq lá é assim que chamam, acho que no TPM é o amaci, senão me engano) diziam que eu era filha do obaluaê, e li em algum lugar esses dias que não se tem ele como pai. Poderia me explicar um pouco sobre isso?

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  30. Carlos Lima "Portugal-Lisboa"29 de setembro de 2009 16:12

    Pai Fernando deixo ficar aqui uma mensagem muito bonita que ví num site. Que é muito atual e serve de consolação para muitas familias que passam por este drama.

    Em uma noite qualquer, em um hospital, Célia, que aguardava ansiosa notícias de seu filho Joel, pulou da cadeira quando viu o cirurgião chegar e perguntou “Como está meu filho? Ele vai ficar bem?” O cirurgião disse: “Sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas não pudemos evitar.” Célia então falou: “Por que as crianças têm câncer? Será que Deus não se preocupa com elas? Onde estava Deus quando meu filho precisou dele?” E o cirurgião respondeu: “A enfermeira sairá para lhe deixar uns minutos com o corpo de seu filho antes de o levarem para a Universidade.“
    Mas Célia preferiu que a enfermeira a acompanhasse enquanto se despedia de seu filho querido. Acariciou a sua cabeça e, então, a enfermeira perguntou se ela queria guardar alguns fios de seu cabelo. Ela aceitou. A enfermeira cortou uma mecha, colocou em uma bolsinha de plástico e entregou a Célia que explicou à enfermeira: “Foi idéia de Joel doar o corpo à Universidade para ser estudado. Disse que poderia ser útil a alguém. Era o que ele desejava. Eu, a princípio, me neguei, mas ele me disse: – Mamãe, eu não o usarei depois que morrer, e talvez ajude uma criança a desfrutar de um dia mais ao lado de sua Mãe. Meu Joel tinha um coração de ouro, sempre pensava nos outros e desejava ajudá-los como pudesse.”
    Aí, então, Célia saiu do Hospital Infantil pela última vez, depois de ter permanecido por lá nos últimos seis meses. Colocou a bolsa com os pertences a ela. Foi difícil dirigir de volta para casa, e mais difícil ainda foi entrar na casa vazia. Levou a bolsa ao quarto de Joel e arrumou os carrinhos em miniatura e todas as demais coisas como ele gostava. Sentou na cama de Joel e chorou até dormir, abraçando o pequeno travesseiro dele. Acordou cerca de meia-noite. Junto a ela, havia uma folha de papel dobrada. Célia abriu e era uma carta que dizia:
    “Querida Mamãe,
    Sei que você deve sentir minha falta mas não pense que eu a esqueci ou que deixei de amá-la só porque não estou aí para dizer TE AMO. Pensarei em você cada dia mamãe e cada dia a amarei ainda mais. Algum dia voltaremos a nos ver. Se você quiser adotar um menino para que não fique tão sozinha, ele poderá ficar no meu quarto e brincar com todas as minhas coisas. Se quiser uma menina, provavelmente ela não gostará das mesmas coisas que os meninos gostam, portanto a senhora terá que comprar bonecas e outros brinquedos de meninas. Nesse caso a senhora poderá doar as minhas coisas para outro menino. Não fique triste quando pensar em mim, estou num lugar grandioso. Meus avós vieram me receber quando cheguei. Mostraram-me um pouco daqui deste maravilhoso lugar, mas levarei muito tempo para ver tudo. Os anjos são muito amigos e me encanta vê-los voar. Jesus não se parece com as imagens que vi Dele, mas soube que era Ele assim que O vi. Ele me levou para ver Deus!! E, acredite, mamãe! Sentei-me no colo Dele e falei com Ele como se eu fosse alguém importante. Eu disse a Deus que queria lhe escrever uma carta, para me despedir e acalmá-la, mesmo sabendo que não era permitido. Deus me deu papel e Sua caneta pessoal para que eu pudesse escrever esta carta. Acho que se chama Gabriel o anjo que a deixará cair para você.
    Deus me disse para responder o que você perguntou:
    “Onde estava Ele quando eu precisei?” Deus disse: “No mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz. Estava justo aí, como Deus sempre está com todos os seus filhos”. Esta noite estarei à mesa com Jesus para o jantar. Sei que a comida será fabulosa. Ah! quase esqueci de dizer… Não sinto mais nenhuma dor, o câncer foi embora. Estou feliz porque eu já não conseguia mais suportar tanta dor e, como Deus não podia me ver sofrendo daquela maneira, enviou o Anjo da Misericórdia para me levar. O Anjo me disse que eu era uma entrega especial, foi como cheguei aqui.
    Assinado com Amor:
    Deus, Jesus e eu.”

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  31. Pai Fernando, se permite uma pergunta (vou fugir do assunto).
    Na gira de ontem, tive uma intensa dor de cabeça quando a entidade subiu. Iria perguntar a alguém mas nem isso consegui. Vim pra casa com meu Pai (Reinaldo), dormindo no carro e cansado. Só parou no outro dia.
    Será que eu não estava espiritualmente preparado para gira? Isso já aconteceu contigo antes? (desculpe, acho que o sr. já falou sobre isso antes mas não achei no blog)

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  32. Seu Fernando, (falando em jesus) cristo era judeu certo?
    A umbanda provém dos índios, pretos, certo?
    Os índios até hj tem sua cultura e nem sabem da existência de jesus (estou exagerando um pouco). Umbanda é Brasil!! Nação Brasileira!! Não podemos esquecer que nosso país foi colonizado por europeus, e essa religião nos foi imposta. Fazer o quê? Eles tinham a pólvora...! Os indígenas usam rituais com espíritos (conforme reportagem da discovery no site do sr.), não tem essa de jesus... (vou mais um pouco, permitam), para mim jesus foi um grande médium, como muitos que conhecemos!
    Saravá!

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  33. Mucuiú Pai Fernando.

    Vamos ver se entendi??..
    Acredito que a questão levantada...seria sobre o que a umbanda e cada um de nós poderíamos fazer por aqueles que sofrem constantemente...independente de ter fé ou não...seja ela no que for...ou onde for...
    no meu ponto de vista...Orar...orar...orar e orar...mandar energia, vibraçoes e bons pensamentos...não deixarmos de pensar nestas pessoas, não as esquecermos.... isso sem julgar ou tentar entender o porq do que e quando...
    Acredito sim que tudo tem um porq na vida...E infelizmente como me disse uma vez o Sr Meia Noite...nem tudo é para ser entendido...nem tudo dá pra entender...por mais que quiséssemos..rs
    Sendo assim aos que estão perto...podemos auxiliar de uma forma mais presente..como?? cada um tem que procurar aquilo que tem dentro de si e pode fazer pelo outro.. Aos que estão longe...infelizmente só nos cabe a oração verdadeira e com amor... E a todos , longe ou perto...tentarmos sermos melhores do que somos, respeitando as diferenças, as culturas, amando a natureza e cuidando dela, respeitando a terra, a agua o ar, sermos educados, respeitarmos os mais velhos e ensinarmos as crianças de hoje os valores aprendidos com nossos pais...só assim acredito podermos ter uma vida melhor...E Pai Beco de Oxossi que tanto adoro e respeito...Acredito também que o amor pode tudo. Desde que as pessoas repensem no valor da familía, dos amigos, nas relações em geral, e voltem a se comprometerem com a vida, com o próximo, com a família e com o amor. Deixem de ser tão egoístas e olhar só pro próprio umbigo.

    è isso.
    bjo e abraço apertado a todos os meus irmãos dessa minha família linda chamda TPM.

    Nádia - Gira de Sábado

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  34. Miriam, não existe nenhuma razão para estranhar oq ue estou dizendo. Tanto quanto vc eu também venro Jesus Cristo e a ele recorro muitas vezes em momentos de necessidade. O problema não é sere cristão ou orar a Jesus, mas de termos um pensamento unido, juntos para que possamos criar um campo vibratório de alta potencia direcionado a um determinado lugar. Acho que se os Umbandistas se unirem nesse sentido muita coisa boa pode acontecer. FMG

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  35. Emanuelle, tenha paciencia que no começo é assim. Nem sempre é vantagem chegar incorporando. A demora na maioria das vezes é benefica e vantajosa. Aguarde um pouco mais, porém seria bom vc conversar sobre isso com o pai de santo. FMG

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  36. Paualão, é isso mesmo. Chega de estender o chapéu. Vamos exibir o nosso e chega de choro. Acho que nesses dez mil postagens mensais devem exisitir muitos politicos. Unam-se e nos conte emquem devemos votar que vamos levar nossa ao patamar a respeitabilidade. FMG

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  37. Luna, já está mais do que na hora da Umbanda largar a falacia e partir para a verdadeira ação social. FMG

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  38. Roseli, estou lendo teu comentário e estou juntando o conteudo do e-mail (logo respondo) e acho que estamos começando uma nova época, principalmente se pudermos contar com o apoio da Federação de Umbanda do Paraná. FMG

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  39. Flávio, vc tem 24 anos nesta vida. E somando as outras quantos anos? Achei bem maduro teu comentário. FMG

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  40. Sidney, estamos começando a nos entender. Só que a direção do pensamento, orações e vibrações deve ter um destino determinado, para não se perder noi éter. Exemplo: dia ou semana tal vamos direcionar nossos pensamentos para tal cidade e seu povo. É só uma idéia. FMG

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  41. Mãe Lucilia, na matematica da evolução vc tem que contar sempre o passo n. 1. FMG

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  42. Andréa, a idéia de um amalá de toda nação umbandista parecer ser boa. FMG

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  43. Elaine, seja bem-vinda ao blog. Devemos entender e respeitar a diversidade da Umbanda. No terreiro que vc frequentava sua origem é filha do obaluaê. Como no Terreiro do Pai Maneco, que hoje vc pertence - igualmente seja bem-vinda, vc terá que ter revelado o teu Orixá Cósmico. Aguarde que tudo será esclarecido. FMG

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  44. Andréa Destefani-Colombo-Pr29 de setembro de 2009 19:36

    Pois então meu pai eu vou mais longe ainda. Acabou de ocorrer mais um tsunami na Oceania. Proponho que façamos um amalá para Oxóssi venha a trazer para aquela região que vem sofrendo desde 2005, cura para os sobreviventes, tanto material quanto espiritual.

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  45. Godinho, isso que aconteceu com vc já me aconteceu e acontece com todos. FMG

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  46. Pai Fernando!
    Já pensou o passo nº 1 ser uma super gira do terreiro do Pai Maneco, a energia já seria grande. Nos passos seguintes, mais e mais terreiros unidos, na mesma hora, aumentando esta luz?
    Saravá o Terreiro do Pai Maneco
    Saravá a Umbanda

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  47. Mucuiu Pai Fernando.
    Mucuiu Pai Beco.

    Pai Beco, eu ouço sempre o Sr. falar da sua visão de religião e o admiro mto por isso. Gosto de ouvir o Sr. falar que devemos, ao invés de praticar amor, SER amor. Não é facil ser amor o tempo todo, ainda mais com as situações do dia-a-dia, com todo o mal que vemos passando em frente a nossa janela.
    Mas, estou escrevendo agora, apenas para esclarecer que meu comentário, que como eu disse, fugiu do tema principal, foi em razão da frase que o Sr. disse "Muitas vezes, consulentes vem pedir para terceiros que estão com problemas e as entidades perguntam: porque a pessoa não veio ao terreiro? não veio porque não acredita, respondem. Pergunto! adianta alguma ação espiritual para esta pessoa? só se for paliativo. Desta forma, qualquer ação coletiva não terá eficácia se não houver conscientização e contrapartida da fé."
    Foi sobre isso que eu disse que não concordava, e apenas dei minha opinião.


    Voltando ao tema principal, agora que entendemos o que o Sr. quis dizer, não é Pai Fernando? rss.
    Acho sim, que vibrações, ou mesmo, giras coletivas, num determinado horário, visando enviar vibrações para locais X, são idéias interessantes e fáceis de botar em prática.
    Dizem que "uma andorinha só não faz verão", mas nada impede que "uma andorinha" anuncie a chegada do verão, ou pelo menos da primavera... rss (tá, agora eu viajei na batatinha, mas vcs entenderam né heheeh).

    bj a todos.
    Patricia - Curitiba/PR

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  48. Em tempo.

    Luna... infelizmente, por conta de um resfriado, não pude ir no seu cruzamento e assim não pude te conhecer pessoalmente.
    Mas, mesmo assim quero lhe dar os PARABÉNS!
    Dizer que vc vai ter uma caminhada cheia de luz, porque vc é uma pessoa guerreira, dedicada e que verdadeiramente ama essa religião.
    Saravá vc, Mãe Luciana/Luna de Iemanja.

    Patricia

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  49. Seo Fernando e Andrea
    Quando pensei em entrega coletiva estava pensando em um amala coletivo... Eh isso Andrea... ja pensou todo o TPM ou todos os terreiros entregando juntos ? A FUEP poderia nos ajudar nisso...
    Seo Fernando, concordo com o Sr era nisso que estava pensando e o Sr deixou mais claro. Pensei ate que em uma determinada semana as giras do TPM pudessem ser dedicadas a isso...
    Aliás, quem sabe o girao proposto por seu Joao Boiadeiro pudesse complementar essa mobilizacao pela paz?
    Tudo isso nao dispensa as acoes sociais do Terreiro e nosso papel de cidadaos responsaveis... Tem elicao vindo por ai...
    abracos
    Sidney Oliveira

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  50. Boa noite Pai Fernando. Mucuiú!
    Boa noite a todos!

    Bom, se bem entendi acho que tudo citado acima é válido!
    Campanhas
    Orações com horários pré determinados
    amalás coletivos
    Giras direcionadas
    Projetos assistenciais ( como muitas casas já tem)
    Visitas em hospitais - Porque nunca ví grupos de Umbanda fazendo isso.
    Pois já participei e só tinham, católicos, evangélicos e espíritas.

    Mas acredito que podemos sim começar a fazer efetivamente algo antes de tudo dentro de nossa comunidade. E assim todos os terreiros se unirem dentro de sua região e fazer o dia de:??
    Assim, com essas ações comunitárias envolvendo a Umbanda, e ela em cada região poderemos fazer algo mais fora das paredes de um terreiro.

    Patricia, muito obrigada, uma pena não termos nos conhecido.Gostei muito de sua visão!!! E vou além...Somos feitos de carne, temos desejos, imperfeições emocionais, espirituais, vibracionais...Então antes de tudo isso, acredito que a tal palavra caridade externa tem que antes de sair para uma sociedade, partir de dentro de nossos lares, de nossas familias, dentro de nossos trabalhos.
    Não precisamos ser perfeito ou amar a todos. Porque isso é impossível ao meu ver. Mas pelo menos ter uma melhor atitude, uma melhor postura, uma melhor reação das coisas da vida.
    E com certeza que isso comece por mim...Porque eu acho maravilhoso trabalhar e servir a Umbanda.
    Mas acima de tudo eu tenho que pelo menos praticar o minimo dentro da minha sociedade. Que são meus amigos e familia.

    É isso - se saí do propósito desculpe!
    Axé - LUNA RJ

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  51. Andréa Destefani -Colombo-Pr29 de setembro de 2009 23:07

    Olha pra sacramentar o que eu disse, achei um apoio e tanto, e faço uso de palavras incontestáveis:
    Alguém perguntou ao Caboclo Akuan se a Umbanda veio para dominar todas as outras religiões, ou seria apenas mais uma dentre tantas. Resposta:

    "Meu filho, o céu estrelado é deslumbrante, tão bonito que você fixa perplexo diante de tanta grandeza. Na verdade, este conjunto marca o início do infinito. Se você tirar as estrelas, o céu fica feio e sem marcas. As religiões são como o céu estrelado. Marcam o início do infinito."

    E ainda, austero, mas deixando escapar leve ironia:
    "Cabe a vocês fazerem a da Umbanda brilhar mais..."
    (Caboclo Akuan-Pai Fernando Guimarães)


    Contudo, acredito que uma super gira não seja o caso. A nossa forma de fazer uma estrela brilhar com uma oração é através do amalá, pois é criado um campo de força.

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  52. Mucuiú Pai Fernando,

    Boa a idéia de amalá coletivo. Isso já acontece no dia 31 de dezembro e o resultado é sempre bom. Na passagem de ano a confraternização é geral, o Axé de Iemanjá inebria a todos no reveillon; as pessoas sorriem umas para as outras, se cumprimentam, se abraçam sem nem se conhecerem, fazem bons votos entre si e pela humanidade, pela paz.

    Se na data comemorativa de cada Orixá for feita uma ação semelhante. Por exemplo, dia 23 de abril todos deitam amalá pra Ogum, 30 de setembro pra Xangô, e assim por diante. Nossa, que beleza!

    Semana passada encontrei uma explicação antiga assaz interessante sobre o amalá, foi no Bhagavad-Gita. Diz assim: (*troque aí sacrifício por amalá - os Hindus não sacrificam animais)

    10. No início da criação o Pai de todos os seres enviou muitas gerações de homens e semideuses com o fim de executar sacrifícios* para Vishnu e abençoou-os dizendo: "Que vós sejais bem felizes; através dos sacrifícios* tereis o que desejardes.

    11. Agradando aos semideuses eles vos serão propícios. E assim - os deuses e os homens cooperando mutuamente - haverá muita fartura".

    12. Os semideuses contentes com os vossos sacrifícios* saciarão vossos desejos. Mas quem desfruta das dádivas sem ofertá-las aos deuses é certamente um ladrão.

    13. Os devotos do Senhor estão livres do pecado porque comem alimento ofertado em sacrifício*. Os que preparam a comida para o gozo dos sentidos apenas comem pecado.

    14. Nossos corpos materiais são nutridos pelos grãos produzidos pelas chuvas. As chuvas são produzidas por força dos sacrifícios*, os quais são provenientes das obrigações prescritas.

    15. Todas as obrigações estão prescritas nos Vedas, e os Vedas se manifestam diretamente de Deus. Por isso o Brahman Supremo é presente eternamente no rito de sacrifício*.

    16. Quem não adota a seqüência de sacrifícios* prescritos pelas escrituras védicas decerto vive em pecado. Vive em vão quem vive apenas como um servo dos sentidos, ó descendente de Pritha.

    Bhagavad-Gita, epopéia Mahâbhârata. Canto III - Yoga da Ação.

    Ou seja, se temos mesa farta, se não nos falta comida e bebida, além de compartilharmos com o próximo não podemos esquecer dAquele que nos proveu. Como um filho ou filha que compartilha o que tem com seu pai, que ontem também lhe proveu. É obrigação!

    Entregando a comida ao Orixá, obtemos em troca deste compartilhamento o pão para alimentar a alma. A proteção, a centelha Divina de que precisamos para seguir na senda do progresso. Um ato deste: amalás feitos concomitantemente elevam grande aporte de energia de volta ao plano astral, purificada por sua passagem terrena. É a vida que vêm e vai, transformando-se, alimentando a Terra e toda sua biodiversidade. A Magia da transformação e da transmutação.

    Creio que já galgamos o 1º passo para resolver esta equação: nos trabalhos de mata, de cachoeira, de praia... este ato individual, porém realizado simultaneamente, acredito, segue a matemática pura: soma e multiplica o resultado que é o Axé.

    Com relação a participação na sociedade como um todo, em nosso meio irão surgir, e já existem, os escolhidos por Zambi para representar a Umbanda nas questões políticas e causas sociais. A Umbanda já faz parte do 3º setor. Não há Terreiro digno que não faça caridade, espiritual e material, ensinado, amparando, iluminando as trevas colocadas pela ignorância, preconceito e tudo mais de ultrapassado que ainda teima existir.

    No Rio de Janeiro já temos representantes, nossos classistas, da Umbanda, do Espiritismo e do Candomblé, na câmara e assembléia. Vivemos no olho de uma revolução, não só tecnológica como todos sabem, mas também espiritual, espiritista. Unidos fazemos a diferença!

    "Avante filhos de fé, com a nossa Lei não há!"

    "Somos todos irmãos, não importa a religião, o Pai é um só, Paz para todos."

    Saravá!

    Pai Ronald - Rio

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  53. O link do vídeo, que o Jimmy sugeriu do YouTube, não está funcionando.

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  54. Pensei muito nesse assunto - vibração coletiva de alcance genérico e amplo - há alguns meses atrás. Não suponho, por razões diversas, que seja o caso de ajudar o Oriente Médio, como foi citado, ou outros lugares distantes, mas divido uma idéia que na época me surgiu: Usar o TRABALHO DE PRAIA para combater o preocupante AVANÇO DO CRACK entre jovens e crianças do Brasil.
    Mas, como? Bom, um grande problema reclama uma grande energia, então precisaríamos chamar Mãe Yemanjá com uma intensidade maior que a usual. Teríamos que tirar a Grande Orixá da água para ela cantar seu canto na areia, dançando aquela dança que mira o Céu e a Terra, como quem intervém junto ao Criador para que perdoe a irresponsabilidade e o egoísmo dos homens, repetindo: - Perdoa-os, eles não sabem o que fazem. Sua energia, uma nuvem de luz azulada a movimentar-se em ondas constantes e lentas seria então irradiada em direção ao continente, cobrindo tudo e se instalando justamente onde nosso pensamento a quis levar: os lugares (no caso) onde está a degradação e o vício de jovens e crianças. A luz da Grande Sereia não encontra obstáculos e pode entrar nos mais remotos esconderijos, estejam eles em favelas ou em casas ricas. O crack, a droga mais nefasta que já inventaram, está no país inteiro, mas nosso Terreiro já está também em Floripa e no Rio de Janeiro (e já tem filhos na Bahia e no Ceará). São cidades litorâneas e poderiam estar no mesmo momento fazendo seus Trabalhos de Praia, iniciando uma promissora conexão.
    Enfim, acredito que assim seria possível, efetivamente, colaborar no combate desse problema terrível e silencioso que se instala no país. Ou no de outro qualquer de nosso país. No entanto, para conseguir algum resultado precisaríamos, e f e t i v a m e n t e , MUITA CARIDADE DENTRO DE NÓS. Teríamos que estar verdadeiramente preocupados em favorecer pessoas que sequer conhecemos, formando um grande coração para chamar a Grande Mãe Yemanjá. Porque, imagino, Ela não sai da água à toa e não ouve palavras, só corações. No TRABALHO DE MATA poderíamos fazer o mesmo com nosso Pai Oxósse.
    Se tivéssemos realmente essa força coletiva e anônima de generosidade, conseguiríamos realmente ajudar a muitas coletividades anônimas necessitadas.

    Fui obrigado a concluir que ainda não estamos prontos nem mesmo para começar. Mas chegaremos lá, chegaremos sim, eu acredito nisso.

    Saravás.

    Léo.

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  55. Pai Béco de Oxóssi30 de setembro de 2009 03:31

    Mucuiú! Pai Fernando
    Patrícia, vou explicar melhor o meu argumento sobre ação paliativa: Duas pessoas com a mesma doença vem ao terreiro, consultam a mesma entidade, recebem a mesma energia, uma se cura e a outra não. Porque? fé e merecimento. Lembra a oração do seu Akuan? " quando a necessidade desaparece a fé arrefece , prefiro os filhos nesta casa pela fé do que pela volta da dor ". Não quero ser desmancha prazer, tampouco pessimista, mas, antes de tentarmos salvar o mundo com as nossas orações, vamos nos aprimorar no nosso trabalho na Umbanda Pés no chão. Aliás, sugiro a todos que quando for orar saiba como fazê-la e não queira transferir responsabilidades para Deus, ou seja, Deus ajude o fulano e...?. Se não der certo foi porque Deus não quiz. Não esqueço nunca da Vovó Catarina dizendo para uma pessoa; Minha filha você reza? rezo! respondeu a moça, qual é a oração? o pai nosso!, e você diz para Deus seja feita a vossa vontade? digo!, pois é, dai Ele faz e você não gosta. È isso aí minha gente! Bill Clynton, numa entrevista ontem disse que todas as noites, aproximadamente 2 bilhões de pessoas vão dormir com fome, outras tantas não bebem água potável, e nós aqui, jogando comida no lixo, lavando o automóvel, cortando árvores e querendo orar para salvar a humanidade. UMBANDA PÉS NO CHÃO. Axé! Pai Fernando se não quizer não precisa postar. Pai Béco de Oxóssi.

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  56. saravá Pai Fernando!
    Em tempo, ainda comentando dentro do tema, apesar de já ter manifestado a minha oponião, mas tendo oportunidade de ler outros comentários, quero fazer um apontamento ao que a Luna comentou.

    Além de trabalhar a mediunidade em terreiro, até inicio desse ano, trabalhei tbm por 5 anos no Movimento Escoteiro.

    Lá eu era Escotista, chefe de Jovens entre 14 a 18 anos, tinha sob minha responsabilidade cerca de 15 jovens.
    Dentro dos pilares educacionais proposto pelo M.E. Mundial, estão trabalhos em cima de objetivos, como: espiritualidade, caráter, desenvolvimento físico, integração social, etc.
    Pude ver esses adolescentes encherem os olhos e suarem e ralarem as suas mãos pra ajudar na Enchente ano passado aqui na minha cidade vizinha , Itajai, que ficou 4 dias debaixo d'agua! Trabalhavamos até 3 da manha todos os dias depois do trabalho, na base de distribuição com o exercito.

    Eles deram um exemplo de civismo e caridade.
    Porém, todos os jovens, sem excessão, não frequentavam nenhum culto ou religião. Tbm pelo fator idade, claro, mas principalmente pelo fator educacional primário: FAMILIA!

    Com isso aprendi a respeitar o espaço do outro no que diz respeito a trabalho honrado e caridade. Aprendi com crianças de 7 a 16 anos que um sorriso cura tanta dor quanto se imagina!
    O que é dificil ver os adultos fazerem, por espontaneadade, é preciso uma CATASTROFE para o povo se unir. Acho que ai está tbm uma proposta da Lei, quando estas coisas acontecem... enfim.

    Mas o que Luna disse, faz todo sentido!
    Podemos nós umbandistas fazer o dia do Amalá Umbanda sem Fronteiras (tema da apostila doutrinaria que estou elaborando hehe), mas tbm incentivar a espiritualização dos jovens e o estimulo a presença social dos umbandistas nas causas humanitárias.

    Temos que ter consciencia que a Umbanda está em tudo, que é preciso tbm estar fora dos templos e fazermos a nossa parte como brasileiros, como espiritualistas, como umbandistas!

    Falei demais, novamente!
    Mas acho que essa integração com o Movimento Escoteiro, me fortaleceu como pessoa, pq me socializou com outros meios, me inceriu numa cultura mundial que prega a paz e a fraternidade a partir de acampamentos com jovens...
    Entoão penso: Pq não podemos aproveitar lições como estas, e aplica-la no nosso meio???


    Abraços fraternos!!!

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  57. Salve Pai Fernando.

    Parabens Pai Béco ,muito bom mesmo, este paragrafo
    do Bill Clynton :

    Que todas as noites, aproximadamente 2 bilhões de pessoas vão dormir com fome, outras tantas não bebem água potável, e nós aqui, jogando comida no lixo, lavando o automóvel ,cortando árvores e querendo orar para salvar a humanidade.

    Temos que ter Pés no Chão Mesmo,tentar compreender a finalidade da Umbanda , que é a melhora do ser humano na questão moral,temos que fazer a caridade sim , mas vamos começar pela nossa casa depois nossa rua,nosso bairro,nossa cidade e assim por diante,vamos aproveitar esta oportunidade da reencarnação e de sermos umbandistas por que estamos a frente de muitas religiões na questão de conhecimento,então aproveitemos esta oportunidade para chorarmos mais tarde.
    Gerson curitiba.

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  58. Andréa Destefani - Colombo-Pr30 de setembro de 2009 10:11

    Pai Béco é lógico que oração sem atitude não funciona, e o que o sr. falou é muito acertado. Contudo, se radicalizarnos ao extremo ,começaria eu a pensar que direito tenho de receber uma entidade e dar passes em pessoas que precisam de ajuda ,se não purifico meu corpo, se fumo como uma caipora, se de vez em quando gosto de uma cerveja e tomocafé adoidado? Como é que eu vou receber seo Beira Mar e aconselhar aos outros ter cuidado com aágua e seus poderes medicinais se eu mesma não me digno a tomar três copos em favor da minha própria saúde? Se racionalizar,em tudo estamos irremediavelmente perdidos, pois não nos tornaremos santos primeiro pra depois fazermos algo de bom. Gandhi, que era um iluminado, era cheio de defeitos quando iniciou a sua caminhada, mas não tenhamos a pretensão de ser como ele. Como eu falei anteriormente quanto mais ampliarmos nosso campo de ação maior vai ser o retorno desta energia, não nossa enquanto seres humanos, mas da Umbanda como religião. E vou lhe falar mais uma coisa ao sr e ao Pai Léo que disse o seguinte: "No entanto, para conseguir algum resultado precisaríamos, e f e t i v a m e n t e , MUITA CARIDADE DENTRO DE NÓS."
    O texto que eu mais gosto dos escritos judaicos é o Eclesiastes onde diz que um homem pobre, nas com muita sabedoria livrou uma cidade inteira, mas ninguém mais se lembra dele, cito esta parte porque justamente num dia que a gira estava carregadíssima vi que de uma senhora vinha muita luz. Esta senhora não recebe nenhuma entidade, esta senhora é uma pessoa humilde que frequenta nosso terreiro,e o faz com uma dificuldade imensa pois sua digna profissão de diarista e sua imensa família fazem com que tenha pouco respaldo financeiro, mas tem uma fé na Umbanda inabalável. Fiquei pensando à noite quando voltei desta gira se não seria ela a salvadora aquele dia, se não era ela o canal que o Divino escolhera pra nos proteger e que ninguém enche de pompas e elogios. Estas coisas todas são muito relativas e me parece muito improdutivo pensar se vai dar certo ou não, porque afinal quem salva é o Divino ,não nós. A nós cabe o pedido. E podemos e devemos pedir por tudo, pois esta é a nossa função enquanto pessoas de fé.
    Desculpe se fui muito extremista e talvez até tenha faltado com o respeito aos senhores que muito admiro ,mas as vezes a gente tem que mudar o ponto de visão pra enxergar mais longe. Eparrei Oiá!


    Salve meu Pai Xango! Que nos dê a sua luz neste dia!

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  59. Paula M Dantas (pmaciel@carrier.com.br)30 de setembro de 2009 10:13

    Bom dia a todos
    Saravá !!
    Meu nome é Paula, sou de Santos-SP , méduim do Centro Espírita de Umbanda Nossa Sra Conceição.
    Vim aqui,convidada por Andrea Destefani,deixar mais uma mensagem do que uma opinião.
    Quando nos reunimos para uma gira seja ela de consultas , tratamentos ou de desenvolvimento,com a benção, a proteção e permissão de nosso Pai Oxalá;temos uma energia e uma vibração que gira em torno da corrente, da linha de médiuns, e sabemos bem que o alcance desta vibração não é somente local....Imaginemos então, qualquer que seja o número de pessoas reunidas em oração e prece, a grandiosidade da vibração?
    É necessário acreditar,que uma gota que seja faz SIM,toda a diferença dentro do oceano.É necessário acreditar que a Umbanda pode, deve e faz a diferença em nossas vidas,e por que não, na vida dos não umbandistas também ...
    Nunca esqueçamos os princípios da umbanda,qualquer que seja o ritual,FÉ, AMOR E CARIDADE.
    Deixe-mos de lado o que os outros não fazem, criticando e julgando, e preste-mos mais atenção ao que cada um de nós pode fazer ...
    meu respeito e um grande saravá a todos !!

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  60. Uma vez perguntaram pro Paulo Coelho se ele tinha alguma religião. Ele respondeu: eu escolhi ser católico, só não sei se a Igreja Católica me aceita....
    Quanto a mim a situação é parecida. Eu sou uma cristã umbandista, só não sei se a umbanda já se decidiu se é cristã ou não.
    Esse tema de nº 21 me fez encontrar a umbanda que eu procurava há anos.Ela sempre esteve bem dentro de mim!
    Um abraço a todos.

    ... não dou conta de expressões como a do Godinho "sem essa de Jesus". Hã hã

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  61. O dialogo é assim vamos trocando ideias e criando ideias e acoes que podem transformar.
    Atuacoes no campo religioso, assistencial, cultural, politico...

    A educacao, por exemplo, transforma! Por isso, tambem a importancia daquele projeto Andrea... Alias, concordo demais com a geracao do campo de força ampliada em um amalá coletivo. Mas entendo que em uma gira/girao ha movimento e direcionamento de energia.
    Ambos se completam.

    Querido Leo, compartilho contigo essa preocupacao. Sei que a sociedade tem que ser parceira e comprar essa briga tb. Mas tb podemos complementar essa acao. Trabalho de Praia, Tarb de Mata, Girao, Semana de Giras voltadas pra esse fim... Sem esquecer de nosso papel como cidadaos. Na democracia temos como influir!

    Vc tem razao tb no que falou sobre nossas preocupacoes. Se entendi bem, devemos ter um olhar para o mundo e "dois olhares " para nosso país, nossa comunidade. O avanco das drogas foi um otimo exemplo. Ha modos diversos de acao sobre esse problema e vc propos um deles. É isso!!!
    Alias, qtas pessoas vao ao TPM por semana? Ha acoes que se poderiam ser efetivadas com essas pessoas?

    Caro Beco tb assisti a entrevista de Clinton. Forte e inteligente chamou a atencao para a perplexidade da aventura humana na terra. Em meio as discussoes sobre energia nuclear e novas viagens ao espaço ha fome, frio e sede em tantos lugares.

    abracos
    Sidney Oliveira

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  62. Por aqui há um ponto de Oxossi, que não sei se vocês conhecem aí no sul, que diz assim:

    "Oxossi quando vem ,ah ele vem AOS PÉS DA CRUZ
    Pedindo proteção para os filhos de JESUS
    A Terra tremeu, a Terra tremeu
    Tremeu a CRUZ
    MAS NÃO TREMEU JESUS"

    Nunca consegui cantá-lo inteiro porque o choro me toma conta. A partir de agora, acho que não conseguirei mais cantar nem a metade; vou chorar no começo mesmo...

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  63. Oi todos!
    Estou na Umbanda a pouco tempo e ainda não conheço toda a "dinâmica". Não sei o que é possível ou não ser feito.
    Quando sitei a possibilidade da super gira meu pensamento estava na "condensação" (não sei se é exatamente este o termo) de energia. Talvez esta gira fosse um pouco diferente, e acredito que a vibração de todos os Orixás estaria conosco, se nosso pensamento estiver direcionado para o bem comum. Estava presente no cruzamento da Luna e cada vez que ela se aproximava de um amalá eu sentia uma energia muito grande.
    Uma dúvida, amalás poderiam ser entregues nesta gira?
    Nesta super gira, estaríamos reunidos com o objetivo de doar energia e tenho certeza que seria direcionada pra onde é necessário.
    Será que sonhei demais?
    Com este "planejamento coletivo", já estou aprendendo mais um pouco e quero aprender mais.
    Obrigada a todos.

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  64. Salve Baba!
    Oi gente!
    Então, na última gira de exú, dona maria do Balaio espírito que trabalho, por si só pediu para fazer um trabalho para aqueles que usam drogas (coisa ruim) principalmente o crak (coisa pior ainda) e principalmente crianças que usavam ou estavam perto de quem usa. Fez um trabalho super sério onde todo mundo participou.
    Toda gira que começo, quando faço a oração peço com toda minha força para toda energia boa que fluir naquele trabalho va a todos os cantos do mundo e se instale nos lugares que são mais necessitados.
    Fazemos desde que começamos nossa gira e pretendo fazer sempre essa festa para as crianças (ainda vou chegar na de velhinhos em homenagem aos Pretos velhos!)levando a eles todo o nosso axé de forma real, dando carinho, comida, bebida, brinquedos, atenção.
    Ainda vamos em dois hospitais levar o mesmo para aqueles que não podem sair.
    É isso, assim de vagar cada gira pode fazer sua parte e aí sim a Umbanda vira real para quem não a conhece!
    Muito obrigado Pai Fernando, aprendi a amar fazer uma criança sorrir! Pra mim já valeu tudo.
    Agora eu sou a Tia Feiticeira! Peter que me aguarde! hahaha
    Obrigado a todos, se não fossem as doações de vcs eunão teria o quelevar ao hospital...

    Luna!
    Não esqueci de você! No meio da gira, numa piscada, pude ver vc recebendo sua guia e toda a corrente do TPM que estava aqui lhe recebeu como mãe Pequena e mandou todo nosso axé!
    Saravá!
    Mãe Alice de Ogum, TPM Floripa!

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  65. Desiree - Curitiba - Pr
    Pode ser pessimismo meu tambem, mas concordo com o Pai Beco. Ja fui catolica, evangelica e hj sou umbandista e vi nas tres religioes as pessoas orarem, rezarem pelo outro distante, mas nao conseguirem nem ao menos dar oi para o irmao da corrente. Sei que somos todos imperfeitos, mas vejo esse individualismo muito forte na Umbanda.

    A maioria das pessoas vai no terreiro para ficar melhor, nada contra, mto pelo contrario,mas nao eh so isso. A educacao, o interessar-se pelo outro, cuidar e servir sao virtudes a serem desenvolvidas. Penso que antes de orar pelo Tsunami da Oceania, precisamos orar pelo Tsunami da indiferenca e falta de educacao que assola Curitiba.

    Abracos Pai Fernando.

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  66. Mucuiú Pai Fernando.
    Mucuiù Pai Béco.

    Aproveitando a carona do Pai Béco compartilho dos pensamentos dele , e gostaria de acrescentar mais alguns.
    Realmente não adianta orarmos apenas para proferir palavras lindas se não o fizermos , ou pelo menos tentarmos ser o que falamos.
    "MUDAR O MUNDO" infelizmente esta expressão virou um clichê de concurso de Miss Mundo .
    Gritado aos quatro cantos da terra vamos fazer uma mea culpa.
    Quantas árvores plantamos na vida.
    Quantas vezes deixamos o carro na garagem e fomos trabalhar de ônibus , bicicleta ,carona ..
    Quanto DE lixo reciclamos isto quando reciclamos.
    Quando fazemos entregas na natureza usamos materiais de fácil decomposição orgânica.
    Quanto de espaço verde temos em nossas casas.
    Quantas pessoas já cortaram árvores "porquê ela suja a calçada"...urrggg!
    Vamos frear o consumismo...nosso planeta ta doente ...nossos Orixás estão sufocados..a Pedreira de Xangó cada vez mais explorada....as águas de Oxum poluídas com detritos orgânicos e quimícos....o mar mistérioso mar...onde mora Iemanjá nunca foi tão explorado e utilizado como depósito de lixo.... as matas de Óxossi quando não ceifadas ardem em chama para dar lugar para a lavoura e a pecuária de corte...os ventos e o ar de Yansã cada vez mais agredido pelas chaminés das indústrias e carros.... o ferro de Ogum é retirado da mãe terra sem nehum controle e transformado em sua maioria em máquinas poluidoras....e Oxalá esse grande Pai tenta manter a ordem nesta grande desordem que nós encarnados estamos promovendo !

    Isso mesmo Pai Béco ..mudar o mundo começa por mudar nossa casa ,nossas atitudes ,nosso comportamento...vamos mudar nossa casa primeiro pq se cada um fizer a sua parte estaremos equilibrando esta Terra linda e maravilhosa que Oxalá gosta de florir......

    Gilmar Franco
    - Colombo-
    gira quinta

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  67. Sarava a todos.
    Que tema, meus parabéns Pai Fernando e Claudio (principalmente).
    Pelo que andei lendo o tema gerou inúmeras questões sobre religião, fé, carma.
    Minha opinião sobre o tema é bastante simples.
    A religião, seja qual for, deve sempre procurar a paz como tema central. E a paz num sentido amplo como a paz pessoal, a familiar, a social.
    Fora isso as religiões tem que trabalhar outros temas, os quais busquem também a paz. Por exemplo, o amor, o respeito, a ética.
    Uma coisa que aprendi com a Umbanda, dentre várias outras, é o livre arbítrio. E entendo o livre arbítrio como a opção de escolha das pessoas e isso incluem a religião.
    Muçulmanos, budistas, evangélicos. Pelo muito pouco que entendo as religiões citadas e várias outras buscam sim a paz, todavia, o homem consegue estragar até mesmo os mandamentos mais inteligentes.
    Fico com uma similar opinião bastante similar ao Pai Beco e A Mãe Lucilia.
    Hoje infelizmente colhemos o plantado.

    Tenho uma breve sugestão para a umbanda, não só como uma religião, mas como um grupo social.
    Busquemos melhorar nossas atitudes e compreender as necessidades dos outros antes de julgar.E mudemos nossos hábitos ambientais, pois garanto que toda guerra e catástrofes têm uma influencia ambiental.
    Ou alguém tem dúvida que um dos problemas da faixa de Gaza é a luta por água e terra para plantar, que a guerra do Iraque não tem um ponto sobre o petróleo que temos que aprender a economizar, ou que se conseguíssemos não jogar tantos alimentos fora não teríamos um problema social tão grave em nosso Brasil?
    Acho que devemos repensar nossos modos de vida como cidadãos e claro usar a nossa linda religião para tentar ajudar aos outros.
    O poder de nosso Pai Oxalá e grande, mas aposto que se ajudarmos o poder será bem maior.

    Rogerinho

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  68. Boa Tarde, Pai Fernando,
    Realmente o tema é profundo, sinceramente, não tinha me apercebido disto, fiquei honrado em ocasionar a abertura do tópico.
    Continuando o debate/reflexão: o olhar global ainda não está inserido na Umbanda: Pólo Ártico e Antártico, Oriente Médio, Ásia, África, Europa, América Central, América Latina, Brasil, região metropolitana, Curitiba, o bairro, a quadra, o prédio, nossa rua.
    Creio que há uma superação neste sentido do local para o global, do individual para o coletivo.
    Achei a expressão "Umbanda sem Fronteiras" excepcional.
    Resta-nos saber quais ações levariam a isto e suas possibilidades.
    Um grande e fraterno abraço a todos.

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  69. Boa tarde pai Fernando!

    Eu poderia fugir um pouquinho do tema?

    Duas coisas:

    1 - Até que ponto um problema espiritual pode afetar psiquicamente um indivíduo? Isso pode ser revertido?

    2 - A Umbanda...? Então, vou explicar o porque da minha pergunta. Essa semana colocando as fotos do meu cruzamento no Orkut, me liga um amigo que é Umbandista e fala, que falaram que o Pai Maneco é cruzado com o candomblé ( ufa eu quase pulei ao escutar isso), não tenho nada contra o Candomblé. Cada um cultua o que se se sentir melhor.
    Mas ele falou referente ao amalás. Pois disse que a Umbanda não faz oferendas ou entregas a entidades ou Orixás. Bom, ok! Perguntei aonde estáva escrito que a Umbanda era assim ou assado. Já que " não existe uma Umbanda certa ou errada" Existe sim, uma Umbanda, que não cobra, não faz entregas com animais e nem sacrifica.

    Pois bem...Então lá vai a explicação minha. Pois a explicação desse amigo, vem que apartir dos amalás existe uma energia pura pela flores, frutas e comidas....Mas que depois de um certo tempo essas mesmas entregas entram em fase de putrefação e que dalí se aproximam as entidades ou espíritos de baixa energia. E dalí eles se alimentam...Td bem, de tudo ele não está errado falando energéticamente do assunto.

    Mas ai vem a questão minha...Ok! Se a Umbanda não é codificada e não existe uma regra universal da nossa religião, te pergunto pai Fernando. Onde está escrito que as entregas é um ato errado? Porque o Candomblé tbém faz entregas? Ué, mas se a Umbanda é um apanhado de outras doutrinas o porque de não cultuarmos os Orixás? O porque de não fazer dessa entrega uma energia ao nosso favor? Tendo em vista que nas entregas NÃO EXISTE A IDÉIA que o espírito come tal entrega! Acredito que esse ritual faça parte de nossas raízes. Dos nossos folclores!
    Se uma casa de Umbanda já aboliu esse tipo de ritual, ok parabéns! Mas se a outra ainda a mantém qual o problema nisso?

    Bom, tentei dar uma explicação baseada nessas informações acima. O que o senhor acha pai Fernando? Pode me ajudar mais?
    Obrigada.

    Axé - Luna - RJ

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  70. Pai Fernando, boa tarde.

    Estou com uma dúvida quanto a alguns ensinamentos que adquiri. Sigo a Umbanda a pouco mais de um ano como praticante, contudo meus avós tinham terreiro eu sempre frequentei na assistência ou até mesmo trabalhava como cambone.

    Lá eu aprendi que existe entidades de Microcosmo e de Macrocosmo, que seria mais ou menos assim:

    No Microcosmo se encontram entidades que apenas um médium consegue incorporar. Seria uma entidade ligada a uma encarnação passada do cavalo no caso. Até mesmo uma encarnação anterior.

    Já no Macrocosmo estariam as entidades mais comuns na Umbanda, que se ve na maioria dos terreiros.

    Além do terreiro dos meus avós eu passei por vários outros e nunca mais ouvi falarem nesta classificação de entidades, incluvise no TPM.

    Depois de tanto enrrolar, o que o senhor pode me dizer disto?

    Mucuiu...

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  71. Pai Béco de Oxóssi30 de setembro de 2009 18:56

    Mucuiú! Pai Fernando.
    Andrea, se por acaso, estes maus habitos que você citou, também faço isto, influenciarem negativamente na incorporação, o Caboclo Beira-mar não deu sorte na escolha dos cavalos. Ogum Ye meu pai! Porém, pacotes de cigarro, baldes de cafezinho ( soube que evita o mal do alemão ) e engradados de cerveja, se tornam insignificantes perto de um mau pensamento. Uma invejazinha, aquela pequena vaidade, uma explosãozinha de raiva, um tiquinho de orgulho com prepotência, uma ambiçao passageira, também aquele ar de soberba, tudo isto e outras coisicas mais, fazem um estrago do tamanho de um Tsunami no nosso espírito. Porísso, Guria! compense estes teus, penso que, pequenos erros, com um bom comportamento virtuoso, que tudo será compensado.
    Gerson, é isto aí meu irmão de fé.
    Pai Béco de Oxóssi

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  72. Seu Fernando, (voltando aquele assunto), acho que entendi o aconteceu comigo! Mas se já aconteceu com outros, o sr. pode dizer o que é?
    Pra gente ter certeza!
    Valeu!

    Axé...

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  73. Pai Fernando, obrigada pelo esclarecimento. Tenho mais algumas dúvidas.. para começar a trabalhar na corrente o que devo fazer? Preciso pedir aos guias da casa? Antes disso devo conversar com o pai/mãe de santo do dia? Esta conversa deve ser feita na gira? O pai ou mãe saberá me dizer se é isso que devo fazer? Obrigada desde já... um abraço

    Emanuelle

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  74. Paula, seja bem-vinda ao blog. Agradeço a tua postagem. FMG

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  75. Mirian - sua licença pai Fernando.

    A Umbanda não é Cristã. Ser Cristã é seguir os desígnos de Jesus dentro do livro sagrado que é a Biblia.
    Mas o indivíduo Umbandista, pode tranquilamente ser Critão.
    Eu sou Filha de Yemanjá. Umbandista, filha de Seo Akuan e neta de Pai Maneco.
    E sou Cristã. Acredito e converso com Cristo. Pois ele foi minha base de vida. E apartir dessa base sou filha do terreiro pai Maneco. Que é Umbanda. Mas tem uma filosofia voltada ao que Cristo propôs.
    Axé
    Luna - RJ

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  76. Miriam, não sei o que está acontecendo,mas acho que vc enetendeu tudo errado sobre o que eu falei, muito embora esteja de inteiro acordo com vc sobre a postagem do Godinho, mas essa é a opinião dele que deve ser respeitada. Em nenhum momento o nome de Jesus Cristo foi por mim desrespeitado, o que jamais eu faria por lhe dedicar, tal qual vc, grande respeito e devoção. O que eu quis dizer é que não adianta a pessoa ser boa e dedicar-se às causas cristãs que esse tipo de empenho não pode gerar nada no espaço, a não ser no intimo da pessoa. Não vou publicar mais nenhuma postagem que seja mencionado o nome de Jesus Cristo como foco do comentário, porque nós somos muito pequenos para alcançar a grandeza do seu amor. Peçlo desculpas se à alguém eu me fiz entender errado e o objetivo deste blog é unir e jamais entrar em desarmonia. Como existem outras postagens que ainda não li mas estão já registradas e se mencionarem o tema desta discussão, vou só publica-las e o assunto proposto está encerrado. Após a última postagem vou abrir o Tema n 22 para desviar esse assunto. FMG

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  77. Luna, diga para o teu amigo que o Pai Maneco cruzado no Candomblé é outro, não o do nosso Terreiro. Absurdo abolir as entregas, e saiba também que os animais e as aves dão conta das comidas e nada sobra delas. FMG

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  78. Bruno, nunca ouvi falar sobre a questão explicada por vc., por isso não posso dizer nada exceto lembrar a todos que a diversidade e o ritual e filosofia dos outros deve ser respeitada. FMG

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  79. Emanuelle, claro vc tem que conversar com o pai de santo e ele irá esclarecer tudo para vc. Gostaria de saber de onde vc é e qual o terreiro que vc frequenta. FMG

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  80. Caríssimo Pai Fernando, Boa Noite,
    De forma objetiva creio que a opinião da Laura foi profunda e sábia. Quanto ao tema da "irradiação"(na falta de outra palavra) creio que virá do astral, pois há a questão dos carmas coletivos a serem cumpridos.
    Estou convencido que a força dirigida a um objetivo humanitário/global é igualmente extraordinária, seja qual for o assunto. O saber fazer também virá do astral.
    Podemos escolher um tema por semana/mês ou ano e com isto chamar a atenção, a benevolência e a força das pessoas quanto ao assunto.
    A CNBB e a FEB elegem temas anuais e contribuem de forma concreta para as transformações sociais.
    Um fraterno abraço a todos,

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