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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FUMAR OU NÃO FUMAR - O TEMA ESTÁ NA RINHA

Recebi uma correspondência do blogueiro Nilzo Antonio, de nosso Terreiro, comunicando a decisão do Tempo Caboclo Guaracy, do Pai de Santo Carlos Bubby. Vale a pena ouvirmos a opinião dos blogueiros sobre a ousada iniciativa do antigo e bom dirigente da Umbanda.
“A proibição, que começou na sexta-feira 7, mesmo dia em que a lei antifumo entrou em vigor em todo o Estado, diz o babalorixá Carlos Buby, 59, ele próprio um fumante desde os 14 anos, foi referendada pelos guias espirituais do templo e motivada para que o terreiro umbandista "se afinasse com a lei dos homens".
Por lá, confirmam os vizinhos, o batuque nunca passa das 22h para respeitar também a lei do silêncio. O banimento do fumo no terreiro Guaracy segue à risca a nova lei. A proibição vale para o salão fechado, de acesso público, onde ocorrem as festas e o atendimento aos filhos de santo e aos consulentes. No quintal de terra batida, ao ar livre, no sítio onde é feita boa parte das oferendas, as entidades fumam charutos livremente nos rituais.
A exceção é para Exu, que pode fumar o charuto em ambientes fechados, explica o pai de santo Buby, porque o contato com essa entidade é fechado ao público e exclusivo para os iniciados na religião umbandista."É nesse momento que a cabocla deveria estar fumando o charuto e está de mãos vazias", diz Ana Paula da Costa, seguidora do templo Guaracy.
"Não sabíamos como iria acontecer porque as entidades trabalham com a fumaça, mas os caboclos trazem segurança. É uma novidade. Antes, o gosto do charuto ficava até o dia seguinte, agora não sinto mais", afirma a médium Sílvia Dias, que na última quinta-feira recebia a cabocla Potira, pela primeira vez sem o rolo de fumo.
"Imagine 15 médiuns fumando charuto nesse espaço pequeno com outras 150 pessoas. A proibição não pesou em nada nos trabalhos da umbanda. Agora, as grávidas e crianças podem participar", diz o babalaô Carlos Buby.Para o professor titular aposentado de sociologia da USP Reginaldo Prandi, autor de mais de 20 livros sobre religiões afro-brasileiras, a decisão do terreiro Guaracy é minoritária e não é representativa da umbanda em geral. Para ele, a mudança é positiva e faz parte da transformação das religiões, que antes ditavam tendências e agora são pautadas pelo comportamento coletivo.
Prandi diz que a fumaça dos charutos é uma herança indígena usada nos rituais de cura para canalizar energia e fluidos na limpeza espiritual. Agora, explica o professor aposentado da USP, os guias podem usar as mãos, como nos passes dos médiuns kardecistas. Presidente da Federação Brasileira de Umbanda, que reúne 5.325 terreiros no país, Manoel Alves de Souza diz que a abolição dos charutos no templo Guaracy após a lei antifumo "faz parte da evolução da religião".

45 comentários:

  1. Boaaaaa!
    E precisa falar algo mais???
    Nada contra as entidades que fumam..Mas bem a favor do despreendimento e da evolução dentro da Umbanda!
    Axé.

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  2. Boa noite a todos,
    Para quem não acompanhou o meu comentário no Tema 14 segue aqui.
    Sou da gira de terça , me chamo Junior e a notícia acima e mais a notícia da aprovação da lei anti-fumo em Curitiba pelo prefeito Beto Richa (http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/08/19/ult5772u5002.jhtm) me chamaram a atenção.
    Explico que não sou fumante e a mim o fumo não incomoda, mas mesmo com este pensamento fico sempre me perguntando o quanto este item é importante para a gira/entidades e ao mesmo tempo tão maléfico para a saúde não só minha como de muitos médiuns e consulentes que não fumam e também os que fumam.
    A abolição do mesmo da primeira parte das nossas giras já foi um grande, maravilhoso avanço para melhorarmos ainda mais o ambiente e fazer menos mal as pessoas que não são fumantes mas que visitam nosso terreiro.
    Nossa gira é dividida em 2 partes de aproximadamente 2 horas cada é já dá a oportunidade ao médium fumante que sacie sua necessidade de nicotina no intervalo, e tenho certeza que as nossas maravilhosas entidades de luz saberiam substituir o elemento fumaça por outro elemento da natureza menos nocivo a saúde.
    Após a promulgação da nova lei aqui para Curitiba que igual a do Rio permite o fumo nos cultos religiosos onde o mesmo faz parte do ritual ainda assim pergunto, será que evoluiremos até este ponto de abolir o fumo de forma geral em nossas giras?
    Abraços a todos.

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  3. Exemplo a ser seguido, utilizar as mãos e outros patuás é uma substituição fiel.
    Não fumo, mas acho que sentiria falta da fumaça. Teria que ter alguma...

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  4. Mucuiú pai Fernando,

    O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, já mostrou atitude de respeito para com a Umbanda, alterando o texto da Lei que proibiria o fumo em "Casas de Culto". Na Umbanda o fumo é elemento indissociável da prática ritual. Assim ficou assegurado o direito de liberdade religiosa dos Umbandistas e Candomblecistas, pois a lei não pode ferir a integridade da liturgia ritual das religiões.

    Não são poucos os médiuns que não bebem e nem fumam, mas que seus guias bebem e fumam. Existem também aparelhos que param de beber e de fumar por orientação espiritual, mas continuam a fazer uso destes elementos enquanto incorporados.

    Tudo que é sagrado, quando profanado traz sofrimento e doença, aconteceu assim com conhecidas ervas sagradas e de poder, das quais podemos citar: diamba, epadú, tabaco, café, mescal, dentre outras. No caso do uso sagrado e terapêutico do fumo, elemento de magia por excelência, acontece o mesmo. Para quem não sabe, o fumo traz em si os elementos: vegetal, terra (sua origem), fogo (quando aceso), ar (onde expende a fumaça) e água (sua umidade relativa).

    As entidades zelam por nossa saúde, estão cientes enquanto fumam e bebem utilizando nosso corpo como aparelho. Estes guias fazem uso do fumo e da fumaça para fazer uma defumação direcionada, unindo o sopro, intenção e elemento para alcançar certo resultado.

    Os excessos devem ser evitados sempre, dentro e fora dos Terreiros. A Sagrada Lei de Umbanda fala na consciência de cada um de nós, a ética e o bom senso devem ser a meta e a regra para o bom desenvolvimento espiritual. A observancia das leis também se faz relevente, menores de idade não devem fumar nem beber, incorporados ou não.

    Abaixo trecho da lei anti-fumo, aprovada em São Paulo:

    LEI Nº 14.893, DE 28 DE JANEIRO DE 2009

    Acrescenta parágrafo único ao art. 1º da Lei nº 14.805, de 4 de julho de 2008, e dá outras providências.

    GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 16 de dezembro de 2008, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

    Art. 1º Fica acrescido parágrafo único ao art. 1º da Lei nº 14.805, de 4 de julho de 2008, com a seguinte redação:

    “Art. 1..

    Parágrafo único. “Excetua-se do inciso XVII o compartimento do templo ou casa de culto em que sejam realizados rituais que utilizem produtos fumígenos oriundos do tabaco.”

    Art. 2º O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data de sua publicação.

    Art. 3º As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

    Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

    E o Paraná segue o exemplo de São Paulo adotando as seguintes medidas:

    Proibido: Fica proibido fumar em recintos coletivos fechados por paredes ou divisórias.

    Vetados: Bares; boates; restaurantes; casas de espetáculos; praças de alimentação; hotéis; pousadas; táxis; veículos de transporte coletivo e viaturas oficias; centros comerciais; igrejas; supermercados; padarias; açougues; padarias; farmácias; áreas comuns de condomínios; ambientes de trabalho, estudo, lazer ou esporte; repartições públicas; hospitais; escolas; museus; e bibliotecas.

    Liberado: Na rua; dentro da própria casa; centros religiosos nos quais o fumo faça parte do rito; instituições de saúde nos quais o cigarro for autorizado por médicos; em estabelecimentos destinados exclusivamente ao consumo de produtos fumígenos, como tabacarias.

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  5. Minha postagem foi um pouco extensa, e faltou epaço para o seguinte comentário:

    O Terreiro Guaracy tem prática ritual diversa da que praticamos. É bom avaliar a seguinte ressalva, publicada em reportagem da Folha de São Paulo: "A exceção é para Exu, que pode fumar o charuto em ambientes fechados, (explica o pai de santo Buby), porque o contato com essa entidade é fechado ao público e exclusivo para os iniciados na religião umbandista."

    Só em sair de casa já respiramos poluição, creio que a lei antifumo não deve ser transformada em lei antifumante. Quanto ao fumo na Gira deixo pro Guia incorporado, com a coroa, decidir... Claro que sempre respeitando as normas do Pai Maneco.

    Saravá!

    p.s.:fonte: Folha - Terreiro de umbanda bane fumo de ritual - http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u610424.shtml

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  6. Pai Ronald, acho que todos devem ter o direito de opinar mas tanto o fumo como o alcool na Umbanda não são elementos indissociáveis da prática ritual, mesmo porque faz seis anos que eu não fumo e não bebo e acho que isso não me atrapalhou mediunicamente. Fica a liberdade do uso sem imposições. FMG

    20 de Agosto de 2009 08:04

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  7. Pai Ronald, quero dar uma explicação sobre o Terreiro Guaracy e o Pai Carlos bubby. Eu não o conheço mas o nosso ritual, quando começamos o Terreiro do Pai Maneco, foi copiado de um disco na ocasião de sua autoria chamado Ritual da Umbanda. Então ele não pode praticar a Umbanda tão diferente da nossa. Não quero contraria-lo mas minha função é não deixar que esse blog cometa injustiças. FMG

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  8. Olá a todos, Como vai Pai Fernando?
    Aqui em Portugal é proibido fumar em todo o espaço fechado. Seja em cafés, restaurantes, centros comerciais (Shoppings), lojas, hospitais, museus, ambientes de trabalho, isto é, em todo o lugar que seja rodeado de paredes!
    Foi muito bom porque quem fuma, pode sair para a rua e fumar quando quiser e quem não fuma se sente bem melhor nos lugares fechados que frequenta.
    Até o meu tio, com quem também vivo, já fuma na janela!!!! Preservar a saúde dos outros também é caridade.. mas eu sou suspeita porque eu não fumo... e como sou iniciante na Umbanda.. a minha opinião pode não ter fundamento. Se o fumo faz parte é porque deve ser importante. Não frequento o TPM, mas as entidades sabem se o fumo é mesmo necessário ou não nos trabalhos. Eu não fumo e confesso que me incomoda um pouco, talvez um dia eu mude de opinião.

    Beijinhos a todos.
    Ana.

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  9. Oi Pai Fernando Bom dia!
    Mucuiú!
    Gostaria de deixar uma experiência.
    Eu sou tabagista(infelizmente) há 20 anos quase.
    Eu parei de beber bebida alcólica há 13 anos.
    Eu trabalho mediunicamente há quase 17 anos.
    Então vamos lá. Pra quem não sabe, minhas entidades nunca, nunca ingeriram uma bebida alcólica. Memo porque a casa na qual fiquei 12 anos não aceitava bebida alcólica.
    E trabalhava com Exú e desobsessão. Porêm meu pai de santo falava que as entidades tinham o poder de manipular outros elementos energéticos para os trabalhos mediúnicos.
    Bom...Nesses anos todos de trabalho, nunca fumei e nunca bebí incorporada. E particularmente não percebí interferência com os trabalhos das entidades.
    Bom, como esses anos todos sempre trabalhei com entidades homens, nas quais nunca beberam ou fumaram. Há uns 3 anos atrás veio uma entidade nova. A Maria Padilha. Ela quando incorporou pediu logo dois cigarros e sete rosas ( nas quais ela coloca na cintura do lado esquerdo), Ela bafora o cigarro. Mas como ela é a única que fuma no trabalho, nada me impede de eu conversar com ela e pedir que ela permaneça somente com suas rosas.
    É isso. Acredito que as entidades estão ao nosso lado nos trabalhos de Umbanda tbém para evoluírem. Porque cada ser está nesse processo. Independente aonde ele esteja.
    Portanto, que seja muito bem vindo as mudanças e a evolução.
    Porque ensinar médiuns novos que é necessário o fumo, a bebida, a matança e os palavrões já está no passado...Cabe a cada um seguir o caminho da nova era.
    Axé.

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  10. Salve Pai Fernando,

    Mucuiú !


    A evolução da Umbanda ( na minha visão )não tem nada a ver com fumar ou nao fumar charutos ou não utilizar qq outro elemento que contenha fumaça comummente utilizada em nossas sessões.

    Isso estabeleceria um contraponto de que em todos esses anos que se passaram, entidades ou a Umbanda eram involuídas por terem feito uso desses elementos.

    Essa prática centenária tem seus fundamentos e obviamente que algumas entidades por respeito so seus aparelhos o evitam, seja no fumo ou álcool.

    Eu mesmo, não bebo nada alcóolico e as entidades que trabalham comigo também não o fazem. Energeticamente não trouxe nenhuma perda ao trabalho mediúnico.

    A questão das leis proibitivas do fumo, provém de diversas razões...substancias cada vez mais viciantes nos cigarros, falta de respeito dos quem fumam em qq lugar, OMS mostrando sua preocupação com a saude das pessoas e várias outras razões...super importante...nós como sociedade precisamos acatar e seguir as determinações da lei é claro.

    Se eu fosse emitir uma opinião, por mim, os charutos só seriam deixados de lado NA HORA DO ATENDIMENTO.

    Enquanto a gira não começa, ou enquanto nao se atende nao teria problema.

    Gosto desse Umbanda tradicional que todo mundo conhece ; imagens, atabaques, defumador, charutos, alegria , vibração, caridade.

    Chegar em um Terreiro e nao sentir cheiro de Terreiro , é esquisito...me perdoem...rsrs...

    Saravá !!!

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  11. Eu achava que esse dia nunca chegaria mas chegou!!!!VIVAAAAA!!!Esse foi um detalhe que atrapalhou em muito meu desenvolvimento mediúnico.Ah, gente eu odeio fumo, desculpe a franqueza. Não tenho nada contra quem fume desde que ele(a) faça isso a quilômetros de mim!Não é um vício que prejudica somente ao viciado, mas também quem está perto; essa é a questão.Não aprendemos o tempo todo a pensar no bem do próximo?!!!
    E aí eu ia pro terreiro já pensando: ai meu Deus , vou voltar pra casa toda fedorenta...E o cabelo? Eu nem lavava em dias de gira porque na volta teria que lavar outra vez porque não dá pra dormir com aquele cheiro, e lavar cabelo crespo a noite, quem tem sabe das consequencias ,hi hi hi hi hi! Sempre entendi a função da fumaça e tudo mais, mas ficava sempre o dilema.Acho mesmo que minha aversão ao cigarro sempre foi maior do que a compreensão do sentido do uso dele no ritual. É a primeira vez que sou tão franca assim sobre esse assunto.Era praticamente proibido discutir e/ou questionar isso. Viva a evolução mental!!!Ô meu Deus, quantas vezes eu parava a respiração diante de uma entidade quando era soltada uma baforada de fumaça na minha cara!... (desculpe a dureza do desabafo Pai ferando) Mesmo compreendendo porque isso era feito eu sofria.E quando me foi dito que a minha preta velha teria que usar o cachimbo?!Meu fervor esfriou na hora e eu só pude me resignar. Realmente, atrapalhou demais minha dedicação e concentração, porque eu fazia contrariada.
    É claro que os índios COM CERTEZA sabiam o que faziam quando usavam o fumo ritualisticamente, e tenho a impressão de que não devia ser assim , como usamos hoje nos terreiros. Devia haver mais critério eu acho. Esse povo sabia das coisas!
    E eu nunca entendi porque grande parte dos médiuns de umbanda são viciados em nicotina.Acho que isso sempre depôs contra nossa religião.Temos que compreeder a fraqueza de todos? TEMOS.Mas temos que nos esforçar para vencê-las.Cuidar bem do nosso próprio corpo é um dever.O mundo tá poluído, ok.Mas isso não é desculpa para justificar vício.
    Eu sinceramente acho que a umbanda só tem a ganhar com a abolição do fumo.A grandeza e poder das entidades são muito maiores que isso.Tanto que mesmo contrariada com isso , eu nunca deixei de amar essa maravilhosa religião.
    Acho que vão me xingar pelas coisas que escrevi....

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  12. É isso ai Pai Fernando...Dê força a quem não deseja fumar nem beber! APOIADO!!!
    :)
    Axé.

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  13. Obrigada Pai Fernando pelo conselho. Um grande beijinho para o senhor.

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  14. Mauro, para mim o cheiro que mais lembra a Umbanda e que eu adoooooooro é o do defumador...Aliás, Pai Fernando, a fumaça do defumador não é sufuciente para a limpeza não?

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  15. tania fittipaldi bergstein20 de agosto de 2009 13:25

    Boa Tarde Pai Fernando!

    Acho importante lembrar que o tabaco antigamente utilizado em rituais, NÃO ERAM INDUSTRIALIZADOS( misturado com materiais químicos nocivos a saúde).
    Por mais absurdo que nos possa parecer, o tabaco sempre foi considerado pelos índios como "Planta de Poder", tida como uma erva de cura, que, caiu em mau uso pelos brancos com sua utilização totalmente desvirtuada e desregrada.
    Consideram que, como toda forma de "medicina", pode fazer muito mal para quem não lhe dá o devido uso.
    Penso que podemos respeitar preservando a nossa saúde e de quem nos procura para um auxílio no Terreiro.
    Um grande abraço para o Senhor!

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  16. Olá Pai Fernando...

    Hum.. eu não sou fumante e apesar de não ser radical, faço campanha anti fumo com meus amigos, hehehe.... Eu não sinto cheiro, não é ele q me incomoda, mas sim a dor de cabeça insuportável que o cigarro/charuto me causam.
    Sonho ver um dia uma gira sem charutos e cigarros... De certa forma a bebida é com o médium, mas a fumaça se espalha....
    Penso que a lei anti fumo tem por princípio respeitar o direito dos não fumantes de, de fato, não fumar... Sinceramente acho que esse direito, de não fumar, deveria ser respeitado em qquer ambiente, incluíndo os locais de cultos religiosos... Pq se meu direito termina qdo começa o do outro e a fumaça se espalha independente de eu querer ela perto de mim ou não, a fumaça invade meu espaço.
    Se é impossível uma Umbanda sem cigarros, pq não que os cigarros não sejam aqueles sem nicotina? Pq não escolher alternativas menos nocivas?
    Penso em qts pessoas na assistência, ou na corrente, estão doentes e a fumaça faz mal p/ eles... Não é pq o médium está no centro do terreiro e a pessoa na assistência que a fumaça não irá chegar até aquela pessoa.... Enfim... Plagiando Pai Fernando, hehehe... Essa é a minha Opinião!! :o)

    Beijinhos, Dê

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  17. Tenho na minha gira usado o bom censo. Cigarro mesmo está proibido. Charuto, cigarrilha, cigarro de pallha ou cachimpo, apenas como elemento do trabalho, sob minha autorização. bebida nunca existiu, só no ponto para descarregar ou trabalhar (as vezes libero um marafinho na gira de Pretos)
    Sem contar que, como não somos muitos, antes de começar o trabalho pergunto se alguém tem problemas respiratórios ou se encomoda com a fumaça, se for o caso, ninguém faz fumaça!Interessante o senhor ter colocado esse assunto em pauta. Ontem Vó Maria encerrou a gira dizendo justamente que todo mundo que fuma precisa parar de fumar, que o cigarro está uma arma muito perigosa nesse momento do mundo.
    Saravá!

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  18. Mucuiú Pai Fernando, obrigado pelas respostas... ainda sobre o mesmo assunto gostaria apenas de esclarecer uns pontos que considero importantes:

    lá vai, agô!

    1. Quem considerou o elemento fumígeno indissociável da prática ritual foi o poder legislativo, ao adequar a lei para que respeite os Terreiros de Umbanda, Candomblé, Rituais Afro-descendentes e Xamanismo. Particularmente estou de acordo com você, fica a liberdade de uso, ou não, sem imposições. O importante é que temos o direito assegurado por lei, ou um dia também poderiam querer proibir, por exemplo, velas e fundango.

    2. Acredito em sua afirmação e concordo que o ritual do Pai Carlos Bubby não seja tão diferente do que praticamos, também não o conheço, porém a gira de Quimbanda deles é fechada ao público, então ao menos nisso difere.

    3. Quanto a bebida alcólica, considero em seu uso a volatilidade, que empresta ao espírito um elemento de que faz uso para trabalhar, creio que também por várias vezes as propriedades farmacológicas do álcool são aproveitadas. O álcool também traz os mesmos elementos que o fumo: vegetal (de sua origem na cana), terra (que sustenta a cana), fogo (sua potencialidade para combustão), ar (por ser um tanto volátil) e água (pois se trata de um liquido). Estas propriedades mágicas, como sabe, agem diretamente no éter, otimizando assim a canalização da energia cósmica usada pelos espíritos na interação com a matéria.

    Tendo em vista o exposto, considero também o fato de não ver nem sentir necessidade em tragar o fumo manipulado durante o trabalho; (tanto que fumo meu cigarro no intervalo da Gira) nem de beber algo além do necessário, ou seja, em média um ou dois copos ou doses, isso levando em conta toda bebida alcólica usada pelos Guias que incorporo durante uma Gira. Acho só que é importante ser preservado o livre-arbítrio, dos médiuns e entidades quanto ao uso destas substâncias.

    A geração saúde que me perdoe... mas o que considero fatal não é o uso das substâncias e sim os excessos. O vício destrói enquanto a virtude constrói, enquanto a liberade dá e a proibição tira.

    Penso como o Mauro, gosto daquele cheiro do Terreiro, da defumação, do odor de charuto e bebida misturado... ainda vou além... acredito que se dermos muito o braço a torcer, um dia poderão afirmar que os gases da combustão das velas fazem mal, que a cera é cancerigena, que tem risco de incêndio... que defumação faz mal e pólvora queimada já dizem... e o som dos atabaques? será prjudicial para audição? cantar alto prejudica as cordas vocais? aí fecham-se os terreiros e vira uma reunião espírita, tal qual no Kardecismo. Evoluir é uma coisa, mutilar o ritual para adequá-lo a convenções sociais é outra.

    Esta é minha opinião como umbandista, no campo da filosofia também a compartilho, só que por outro prisma. Quem se interessar pode ler em: http://floresemcasa.blogspot.com/2009/08/voce-fuma-nao-liberdade-ainda-que.html

    Saravá!

    Ronald d'Oxalá

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  19. Pai Ronald, como vc falou em bebida alcoolica vou responder sobre isso. Eu não suporto bebiba e não bebo nem socialmente, mas mesmo assim a primeira vez que incorporei o Cab Junco Verde ela bebeu uma garrafa inteira de uma cachaça com nome 51. Nada me aconteceu, mas nbçao gostei e disse ao Caboclo que se ele fosse beber assim eu não iria mais recebe-lo. Graças a Deus esse baita espirito concordou e hoje, como larguei de vez a bebia ha mais de seis anos, ele falou para o cambone: "meu cavalo não bebe e eue tenho orgulho dele, porque bebado qualquer um é médium..." As palavras são dele. Por outro lado o Caboclo Akuan mandou que sempre nos pontos das entidades eu deveria manter um coitê de cachaça para ser usada por eles quando precisarem. Veja: porre e o alcool no ponto. FMG

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  20. Concordo com a frase do caboclo Junco Verde "...bêbado qualquer um é médium...",
    tiro uma lição de estilo de vida (apesar de ser um apreciador do ramo), pois durante os trabalhos não sinto vontade de beber.
    Uma incorporação é como se eu bebesse "várias", mas sem a ressaca depois (rsrsrs).
    Acho que a bebida utilizada (deve), serve apenas como "um brinde a entidade".
    Como já lembrado no blog, os rituais indígenas usam ervas (em forma de fumo ou pó), antes de iniciar-lhes o contato com os espíritos.
    A bebida no entanto, usada de forma consciente é mais uma ferramenta de trabalho, se o médium assim o fizer. Quem deve impor os limites é a consciência de cada um. Talvez acabar com o fumo e a bebida descaracterize a Umbanda, tornando melhor uma decisão a longo prazo. Pela conscientização da saúde física.
    Aguardemos sua mutação.
    Axé!!!

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  21. Será que abolir o fumo (elemento de trabalho das entidades) é evolução?
    Não podemos rotular como evolução a vontade de alguns em abolir os elementos que tradicionalmente são utilizados na umbanda.
    Fui espírita por 30 anos e como aprendizado na doutrina de Kardec reprimíamos tudo que a umbanda usa (vela/imagem/charutos/bebidas etc.), embora um "quê" sempre esteve atrás das minhas orelhas, eu falava comigo mesmo "tem que ter algum fundamento". Com 28 no espiritismo comecei a ver e entender os fundamentos da umbanda. E agora que estou na umbanda vejo que muitos tem a idéia/sugestão de proibir muitas coisas que a umbada usa. Daqui a algum tempo não se poderá mais usar velas, pois libera CO2 e polui a atmosfera.
    "Corre a gira Meu São Jorge"
    "Filho quer se defumar"
    "Umbanda tem fundamento" <--
    "É preciso preparar"
    "Cheira a incenso e alecrim"
    "Cheira arruda e guiné"
    "Umbanda tem fundamento" <--
    "Defumai filhos de fé"
    Saravá Pai Maneco
    Saravá Seo Akuan

    Gonsalves

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  22. Mas amigos... sem querer criar polêmica e sim só mais um ponto de reflexão, assim, se é preciso respeitar o livre arbítrio de quem quer usar as substâncias... Como fica o livre arbítrio de quem não quer? Pq a fumaça não quer saber, ela invade meu espaço msm eu não fumando. Como fica a prática da religião, para aqueles que tem intolerância orgânica ao fumo? Não só por ser um 'militante anti-tabagismo', mas sim aquele q passa mal com o cheiro e/ou substâncias... dae este não pode ter sua prática religiosa p/ respeitar o livre arbítrio de quem quer fazer uso do cigarro/charuto e afins? Se o ambiente é único e tds precisam se respeitar, pq ñ um meio termo? :o)
    Vou um pouquinho além, hehe... Se eu não fumo e camboneio uma entidade que fuma, pq eu tenho que acender o cigarro dela? :o)

    Beijinhos carinhosos, Dê

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  23. Olá a todos, Saravá Pai Fernando!
    Denise, esse é um dos meus medos em relação à prática da Umbanda. Pois se eu não fumo... não gosto mesmo e , além disso, sei dos malefícios que provoca na saúde, cigarro mata com o tempo.... e em relação à bebibda, é raro, bebo um Vinho do Porto no Natal. (rsrsrs)
    Então, se algum dia uma entidade me disser para eu fumar e beber, no terreiro (suponhamos que eu estarei no terreiro), o que eu faço nesse momento?
    Pai Fernando, pode responder à minha dúvida, por favor? Obrigada.
    Beijinhos a todos.
    Ana.

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  24. Aninhas, diga ao dirigente que vc não quer fumar e nem beber. Só para vc saber, aqui em nosso terreiro, com exceção de transitar com o charuto, todos têm liberdade de fumar ou não. Aqui nada se proibe, mas também nada se impõe. Veja que interessante: na linha dos Pretos Velho a maioria deles bebe café ou água. FMG

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  25. Oi Denise, oi a todos...!
    Eu também Camboneio, mas não vejo necessidade em ter de acender o "fumo", apenas risco o fósforo...
    Quanto a circulação de fumaça, talvez poderíamos pensar numa forma de ventilação forçada ou suficiente para exaustar a fumaça do ambiente para o meio externo. É uma questão de custo-benefício, uma solução de engenharia. Se o Pai Fernando idealizar, posso estudar o projeto e ver sua viabilidade financeira. Tá feita a oferta Seo Fernando.
    Axé!

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  26. Gente "ocês" são danados!!! Já arrumaram solução para a rinha do fumo!!!! Dá-lhe Paulo Godinho!!! Eu adoro gente que, do nada, saca uma solução.Bacana demais da conta...

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  27. Ronald, com todo respeito e com a licença do Pai Fernando: ninguém, mas ninguem mesmo falou aqui no blog em mutilar a umbanda. Estamos todos falando é em evolução mesmo!

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  28. Olá a todos!!!

    Oi Aninha, na aula de cambone que Mirtes nos deu, ela foi clara em dizer que temos liberdade para conversar com a entidade e explicar que não fumamos e/ou bebemos. Das vezes q camboneei entidade com charuto eu fiz como o Paulo, apenas risquei o fósforo, hehehe.... Mas as que utilizam cigarro eu acendi com receio de atrapalhar a consulta.
    Certa vez, conversando com Pai Fernando, tb perguntei se 'minhas' entidades teriam q fumar e beber se eu não tenho essa prática... e ele respondeu que não, não tem.... É claro que não duvidei do Pai Fernando, mas tive uma 'constatação' disso tempos depois, em uma gira de Exu, que uma Pomba Gira veio conversar com a entidade que estava comigo e perguntou sobre bebida, qual era a da preferência da entidade, etc... e ele/ela (ñ sei) respondeu que gostava de bebida forte e que não adiantava falar qual pq o cavalo, no caso eu, hehe... Não bebia nada.
    Então com certeza as entidades respeitam nossas vontades e acredito que adoram cuidar de nossa saúde tb. :o))))

    Paulo, obrigada pelo 'meio termo' encontrado, como disse a Miriam, bacana demais da conta!! :o)

    Beijinhos carinhosos, Dê

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  29. Olá a todos! Obrigada Pai Fernando e Denise! Só mais uma coisa... eu até gosto do cheiro da defumação... estranho! Mas é verdade. A defumação é igual em todas as giras, ou as ervas queimadas mudam consoante a linha de trabalho?
    Bjos a todos.

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  30. Luna... a pedidos ..rsrs

    Saravá a todos!
    Bom, observei alguns comentários e achei muito interessante, a visão saudável de alguns.
    Porém, não partilho de tanta saúde mais, por que voltei a fumar, depois de quatro anos.
    Mas logo volto a razão.rs
    Vou tentar resumir o meu comentário que esta sendo re-editado neste momento, devido ser extenso demais rs.
    Vamos lá.
    Acho que a grande dúvida de quem fuma e de quem não fuma, é do fundamento do elemento que é utilizado pelas entidades. As pessoas têm medo que a interferencia do seu livre arbitrio, da sua VONTADE, do seu EU, ser predominante na comunicação mediunica de uma forma geral, e acabar desfundamentando o proposito do guia. Então quando o assunto pega no gostar ou não gostar de; fica ainda mais complicado.
    Aprendi com meus guias, que a nossa mente é nosso guia maior, pq depois do lado de lá, é somente ela que irá ditar o futuro. É o nosso verdadeiro EU que predominará.
    Então, como eu creio no progresso das comunicações mediúnicas, e este progresso é decorrente da NOSSA melhora na condição humana / espiritual, onde com certeza a utilização destes elementos, terá uma "adaptação" em virtude da preservação do livre arbítrio, da afinidade entre guia x médium, do incômodo do consulente , por que não, elas, as entidades, não podem substituir estes elementos?
    Sem querer descaracterizar a Umbanda. Não é isso!
    Não creio que por utilizar charutos ou cachimbos sejamos menos evoluidos.
    Mas tbm não creio que deixar de utilizá-los nos tornaremos menos umbandistas!
    Umbanda é mais que ritual, é essência. Uma essência fundamentada no ritual praticado, não o ritual em sí, ele é necessário e tbm se faz necessário o conhecimento que pode ser repassado pelos proprios guias.
    Se conseguimos abolir a idéia do sacrifício dos irmãos inferiores para o universo umbandista , utilizando outros elementos, acredito que o fumo e a bebida logo terão outras substituições, por uma questão de apelo a preservação da vida humana.
    Sigo meus guias, e o dia que eles disserem(e a maioria deles ja disseram) SME FUMO E SEM BEBIDA eu fecho os olhos e agradeço a Oxalá e sigo a orientação deles, porque eu tenho certeza da Umbanda na Minha vida, assim como tenho certeza de que as entidades, melhores que nós sabem o que estão fazendo. Sem ser mais ou menos evoluídos, mas por darem fundamento aquilo que praticamos com tanta fé e tanto amor.
    A nossa maior luta ainda é com a falta de preparo e de conhecimento, questionar a espiritualidade e se perguntar do porque das coisas é fundamental para se desvencilhar de folclores enraizados na nossa cultura. Nos afinizar com a entidade e compreender o seu trabalho é uma tarefa de parceria, onde os dois aprendem.
    O vicio ao meu ver, mais pernicioso que existe, ainda é a ignorância. Esse devemos combater com a luz do esclarecimento e a compaixão dos que mais precisam de ajuda.

    Saravá a nossa Banda.
    Saravá a nossa Umbanda querida.
    Fabille

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  31. Pois é Pai Fernando, mucuiú,

    "Fumar ou não fumar - o tema está na rinha" parece que virou reduto dos anti-tabagistas... rsrsrs... que bom, melhor assim. Quero esclarecer que não sou contra nem a favor, só respeito a vontade das entidades, e a minha também. Os Guias podem não ser Deus, mas com certeza estão entre nós e Ele.

    Minha bisavó casou com 18 anos, no espiritismo. Meu bisavô, marido dela era médico e foi um dos primeiros paranaenses a propagar a Umbanda no Paraná, ele nunca fumou mas também nunca condenou o pito da minha bisavó.

    Ela contava que fumou desde os 12 anos, usava a palha do próprio colchão pra enrolar escondida os cigarrinhos dela, com 16 passou a fumar na frente dos parentes e a tomar umas bebidinhas, só bebida doce ela gostava.

    Fumou e beu a vida toda, foram 80 anos fumando e 76 bebendo, todos os dias mas sem nunca cometer excessos. Como ela morreu? Foi de câncer, não no pulmão, no estômago. Quando ela ia na padiola pra mesa de operação, de onde não voltou, pediu pra minha mãe: "Diva, por favor, acenda um cigarrinho e me dê". Minha mãe teve vontade de dar, eu também, e com certeza todos os familiares que estavam ali presentes, todos fumantes.

    Por quê não demos o cigarro para a bisa? Medo! Pensamos: O quê vão pensar? Vão me expulsar do hospital! Imagina, dar um cigarro pra uma pessoa que vai ser operada...

    Acontece que quando abriram a bisa não era um tumor, eram vários, um do tamanho de uma laranja, todos no estômago... ela já tinha 92 anos de idade, não resistiu. Da sala de operação ela foi pra UTI, nunca mais voltou da anestesia, ficou em coma; lá se acostumou com a idéia do desencarne, partiu dias depois.

    Pai Fernando esteve no velório dela. Lembra da Dona Divalina Pai?

    Uma vez quando garoto questionei ela se os cigarros não lhe faziam mal, ela respondeu: "O mal meu filho não é aquele que o homem põe da boca pra dentro, o mal é aquele que o homem põe da boca pra fora, se você pensar que o cigarro vai te fazer mal ele vai fazer".

    Ora, o ditado de Juvenal é mente sã corpo são: é o corpo que depende da saúde da mente e não ao contrário. Defendo que com equilíbrio tudo pode, só não pode interferir no livre-arbítrio do próximo, desrespeitar as leis sagradas e terrenas, fazer o mal e ganhar dineiro com a Umbanda. Pecado é coisa de católico e doença de seo Omolú. Cada um na sua.

    Evolução? Tudo bem, só que evolução espiritual. A evolução sociocultural me parece ser aquela que cada vez mais nos afasta dos índios, dos pretos africanos das antigas, das nossas raízes... do ser humano de verdade... Cyborgs e cibernéticos aparte, sou mais os caboclos.

    Tenho certeza absoluta que não se pode medir a evolução que buscamos avaliando se um sujeito fuma ou não, ou quem bebe ou não bebe, isso não é desvalorização ou mérito. Pior, as vezes pensando que o ser humano que não bebe e não fuma é mais evoluido por este reles fator. Julgue qum quiser, eu não me arrisco, deixo pra Xangô decidir.

    A coisa é bem simples, se você bebe e a beida te faz mal, pare de beber. Se fuma e o cigarro está te matando, pare, se não é burrice. Agora deixemos a hipocrisia de lado, bebidas e cigarros tem restrições mas são liberados, as indústrias e o comércio recolhem impostos sobre eles. Se degrada ou mata mesmo, na real, então que proibam logo de vez, aí todo cidadão de bem sai dessa. Lembrem-se, a lei é anti-fumo e não anti-fumante; a lei seca se aplica ao trânsito e não as nossas casas e locais de reunião.

    Evolução, bem, isso é outra história. Assim encerro minha participação neste tema, lembrando que na rinha de galo só quem ganha, de janeiro a janeiro, é o dono dos penachudos.

    Saravá / Ronald

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  32. Acredito em evolução, mas dos que então aqui, os médiuns.
    Acho que o tempo de evolução dos espíritos não cabe a nós, acho que lá o tempo é muito diferente daqui.
    A liberdade. estou na umabanda pela liberdade, é a única religião que me permite dizer de boca cheia que sou filha de Deus. me sinto do bem, mesmo ficando brava, fumando, ser mãe solteira, ter me envolvido com mais de um homem, efim, um monte de coisas que nas outras religiões não são aceitas.
    Vai ver se índio morria quando fumava cachimbo e bebia seiva alcoólica das arvores, e os negros que hoje são nossos pretos velhos, tinham efizema?
    O problema está com a gente. Não temos mais bom senso. Não sabemos respeitar nossos limites quanto menos o dos outros!
    Mas podemos tentar. Um cheirinho de charuto é uma coisa, um defumero é outra. Uma limpeza energética com o charuto, é uma coisa, fumaça na cara do consulente é outra. Um gole, saravando o espírito é uma coisa, encher a cara é outra.
    Foi assim que aprendi, pelo menos..
    Mas ainda acho que o maior respeito deve ser com quem tá vivo, esse que morre com a fumaça.
    É só o que eu acho e tento aplicar..
    Saravá!

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  33. Boa noite vô Fernando,

    eu não sou fumante e não consigo fumar, porém, o fumo na umbanda me faz muito bem. Quando um caboclo chega perto de mim com aquelas baforadas gigantes, sinto uma vibração fortíssima e um alívio que não sei explicar.
    Penso que é muito importante o fumo dentro do terreiro. Olha, tem pessoas que não se dão bem com uma medicação e ficam boas com outras, e assim, existe uma substituição,tudo funciona assim na vida e devemos respeitar. Mas no meu caso, o fumo é importante e gostaria que continuasse.O terreiro poderia ser dividido,na parte da direita ficam os médiuns que não fumam, já à esquerda ficam aqueles que fumam, isso pode amenizar.Sei que o caboclo pode substituir o efeito do charuto em mim, por outro elemento, porém, essas baforada já me salvaram de tantas e tantas coisas que eu a respeito muito, sem contar que é uma marca muito bonita da religião, ver a umbanda sem charuto é quase ver ela sem o branco.
    Um abração

    Sandra Estrella (Gira das terças-feira)

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  34. Olá a todos...
    Boa noite Pai Fernando...

    Eu acredito nas entidades, eu sou fumante, e muitas vezes tive vontade de fumar durante a gira, e a entidade não fumou apesar da minha vontade pessoal, mas ja aconteceu da entidade pedir fumo pra trabalhar, mas não é frequente...mas se acontece, é pq é necessario...acho q eles sabem oq fazem, e q se usam é pq é precizo na quele momento...
    Rinha de "fumante X não fumante" sempre vai existir...eles SABEM oq fazem, e acredito q não usariam se o beneficio não superasse o risco...

    Isamara

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  35. Isamara, pensei que estivesse aborrecida com o blog. Onde andou? FMG

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  36. Olá Pai Fernando...

    Aborrecida jamais...adoro o blog...meu pc é q tava bichado rsrsr

    Abraços
    Isamara

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  37. Esse assunto é muito polêmico porque noto que muitos não conseguem separar dois assuntos (para mim pelo menos) diferentes: O tabagismo, e o uso do fumo na Umbanda como a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual.

    Entidades realmente não fumam e não bebem , somente se utilizam dos elementos que compõem o álcool e o fumo para realizarem seus trabalhos de limpeza e purificação... como defumadores individuais, imanadores de energias , desintegradores de fluidos, etc... o que não traz nenhum vício, a opção de tragar ou beber é do médium...livre arbítrio ou desconhecimento do “porque” as entidades se utilizam desses elementos.

    Então, para mim, uma solução, uma tecla a se bater é a do conhecimento mais profundo dos fundamentos da Umbanda...não a mudança deles.
    Porque mudar ou “evoluir” como alguns preferem para mim é admitir a classificação que muitos sempre deram a nossa religião de “baixo-espiritismo” , que os espíritos que nela atuam tem um grau evolutivo menor e não sabem o que fazem.

    Em breve não estaremos mais utilizando velas, ponteiros, atabaques, entidade não vai mais falar “fio”, riscar ponto, Preto Velho vai se chamar “ancião afro-descendente”...sei lá... posso estar exagerando mas sinceramente fico com uma pulga atrás da orelha com tantas sugestões de mudanças na Umbanda para a sua “evolução”...daqui a pouco não vou mais reconhecer a religião que me encantou, que mudou minha vida...que achei perfeita quando conheci.
    Se alguma coisa nela me incomodasse, ou eu não a considerasse evoluída nem teria me aproximado.

    Penso que esse assunto como tudo na vida requer mais equilíbrio e bom senso.

    Axé a todos!

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  38. Jurema

    Concordo com vc em gênero, numero e grau.

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  39. LAILSON CORREIA

    com todo respeito o que nao concordo é que politicos através da lei do tabaco tenham o poder de infuenciar uma religiao que custa tanto a se moldar, eles nao tem moral pra isto nem direito.
    Se eles estivessem mesmo preocupados com a saude da populaçao fariam o serviço de saude publica funcionar direito.
    Deveriamos usar a clausula paulista que permite fumo em cultos religiosos como citado acima pelo Ronaldo Stresser e se um dia formos abolir que nao seja por ordem indireta de politicos.

    Sou anarquista graças a Deus.

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  40. Existem pessoas que possuem alergia à cigarro. Outras adquirem câncer, não só de pulmão, e outras doenças variadas, por causa do fumo. Alcolismo destrói famílias inteiras. A liberdade de um vai até onde começa a do outro. Sinceramente, não sei se se trata de uma "evolução" ou não, mas a questão aqui é que se acreditamos que os espíritos são tão sábios, como dizemos, temos que crer também que respeito pelas regras que temos aqui na Terra, nessa vida material que levamos, vem em primeiro lugar e está perfeitamente associado ao trabalho deles.
    Sim, a Umbanda tem fundamento e muito! Por isso mesmo que nos adaptarmos à regras sociais para o bem-estar geral é provar que ela está acima do uso de materiais que fazem tão mal à saúde. Para mim, acreditar que vai haver a desmitificação de nossa religião apenas pelo não uso do fumo ou bebidas, é deixar de enxergar além, o verdadeiro sentido que é aquilo que mais buscamos.
    No livro do Pai Fernando, está um capítulo, senão me engano, que comenta sobre o uso de drogas em relação ao plano astral. Não podemos nunca esquecer que cigarros e bebidas são drogas, apenas lícitas, infelizmente, e somente por questões políticas e econômicas.
    Respeito os fumantes, mas até onde eles respeitam a minha opção por não fumar junto com eles.
    Para mim, nossa espiritualidade e trabalho vai muito além da utilização desses materiais, assim como o trabalho e manipulação das energias pelas entidades.
    Mas claro, isso é só o que EU penso.
    Um abraço a todos.

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  41. Oi Izabela, a descrição do Monte dos Drogados é impressionante, fica na terceira parte do livro, Cap 7.
    Eu concordo com você... não acho que uma entidade não fumar um charuto será motivo para dizer que ela não é evoluída... a questão não é evoluir, senão imagina o que diriam de Seo Akuan, Pai Maneco e as entidades do Pai Fernando que ele mesmo conta que deixaram de fumar e não bebem tb?
    A questão tb não é ser contra os fumantes, cada um com seu cada um.
    Mas acho que sempre cabe o bom senso. Não tem muito tempo, numa gira de desenvolvimento, Mãe Lucília começou a chamar os Caboclos de Oxossi e mal começou a gira um rapaz acendeu seu charuto, soltou aquela baforada em cima de mim. Como eu já coloquei aqui, cigarro e charuto me causam MUITA dor de cabeça, eu fui então p/ o outro lado do terreiro tentando 'fugir' da fumaça... dali a pouco, oooutra baforada, do mesmo rapaz. Não é por nada, mas isso é muito desagradável. Vejo médiuns que acendem seus charutos/cigarros, ficam longe da gira ou sopram as fumaças p/ cima, sem atingir diretamente ngm. Mas qdo seu direito de fumar, invade o meu de não fumar as coisas complicam.
    Não acho que a rinha aqui seja p/ acabar ou incentivar o uso do cigarro/charuto, mas para que as pessoas coloquem suas opiniões a fim de chegarmos a um consenso, para que se consiga um meio termo que atenda aos que fumam e acham isso essencial à Umbanda e tb aos não fumantes e pessoas que passam mal com as substâncias.

    Beijinhos, Dê ((Curitiba/PR)

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  42. Denise, acho que vc encontrou um caminho que eu não tinha ainda pensado. Falta aos médiuns, que de certa forma participam também da incorporação, que deixem de ser inconvenientes e pensem nos outros, sejam moderados no uso do fumo e da bebida, não joguem fumaça na cara de ninguém e que se toquem que são muito chatos. FMG

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  43. Claudinei Oliveira25 de agosto de 2009 11:40

    Pai Fernando..

    eu nao sou contra o fumo e bebida..mas claro tudo com moderação...

    as entidades que trabalham comigo usam o fumo e a bebida para o trabalho...(com exceção de Ogum..que nao fuma e nao bebe) e nunca tive vontade de usar esses dois elementos com Ogum agora o pq eu nao tenho ideia...
    outro relato é q quando as entidades estão dando consulta elas nao ficam fumando e soltando fumaça na cara de ninguem eles deixam o charuto/cachimbo...na tabua em cima do ponto riscado enquanto fala com os consulentes...acho que esse procedimento é meio que o correto não é Pai Fernando

    Claudinei
    (Curitiba - Pr)

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  44. Pai Fernando, como já disse eu vejo uma diferença muito grande entre tabagismo e alcoolismo e uso dos elementos “fumo” e “álcool” pela entidade como elemento de trabalho.
    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
    Se algum médium se aproveita desses elementos para dar vazão ao seu vicio...para fumar durante a gira e tomar uns “gorós” por conta da bebida da entidade então ele deve ser orientado pela hierarquia e no caso até proibido de usá-los.
    Quanto a ser inconveniente jogar fumaça na cara do consulente, que eu me lembre, ouço isso a pelo menos uns oito anos...o Sr sempre nos orientou quanto a isso...assim como me orientou que o copo com bebida alcoólica deve ficar no ponto a disposição da entidade, sem ingerir...é o que tenho feito por que dirijo de volta para casa...uma questão de bom senso.
    Acho que esse é o caminho “bom senso”...porque eu não creio que médium precise da Umbanda para fumar e beber...basta ir ao boteco em vez de ir na gira.
    Se deixarmos as entidades usarem seus elementos da maneira correta penso que pode haver um equilíbrio entre as nossas necessidades e as deles.
    Não estou fazendo apologia ao tabagismo, mas acho que o termo “drogado” muito pesado...mas se o meu destino como fumante for o “Monte dos drogados” ...que seja...acredito que existem "Montes" bem piores.

    Axé!

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