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sábado, 21 de março de 2009

AMALÁ SEM POLUIÇÃO

O umbandista tem obrigação de quando fizer um amalá não deixar nenhum material poluente no local da entrega, como o da foto.

5 comentários:

  1. Nada mais correto do que os amalás ecológicos. Há um tempo atrás uma amiga que trabalha no IAP estava vendo minhas fotos do trabalho de praia do ano passado e a pergunta dela foi: tudo isso fica na natureza? expliquei que não, que os pais de santo "levantavam" os amalás e só ficava o que era biodegradável. Ela me explicou que diversos terreiros de umbanda já haviam sido notificados pelo IAP por deixarem os amalás na natureza, tanto na serra, como no litoral.
    Sou totalmente a favor de não deixar nada na natureza. Temos que dar o exemplo! Fernanda Garcez

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  2. Após meu Amaci, fiz um Amalá no Terreiro. Porém, tempos depois pude ir à praia, com bastante verde em volta, e não resisti... Preparei um Amalá bem bonito para Oxóssi, subi num morro e fiz a entrega, sentada nas pedras, de frente para o mar, e com todo aquele verde em volta...
    Passei à tarde ali, meditando, até quase acabarem as velas (tinha bastante vento...)... Foi bom demais. Ao final, juntei as velas, frutas, charutos e tudo o mais, guardei na sacolinha e depois joguei no lixo... Não há necessidade alguma de agredirmos justamente às forças as quais estamos honrando...

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  3. Paulo Vieira (Paulão)29 de março de 2009 10:38

    "Sêo" Fernando
    Importantíssima a discussão sobre os Amalás, talvez fosse até importante a gente começar a abrasileirar o termo, posto ser a Umbanda uma religião brasileira talvez entrega ou oferenda, não sei bem ao certo o que seria melhor e poderia trazer maior entendimento ao significado. Mas o ponto central da discussão é exatamente é a preocupação ecológica, no processo de reativação da FUEP - Federação Umbandista do Estado do Paraná, tivemos a preocupação de inscrever como princípio: " Preservar e respeitar a natureza do planeta". Essa é uma preocupação que todos os cidadãos devem ter, mais ainda os umbandistas pela vinculação religiosa ás emanações energéticas que dão vida ao planeta e que são objeto de culto por nós. Assim acredito que além de nos preocuparmos em não poluir os sítios utlizados para as oferendas, temos que nos preocupar também em instituir isso no nosso dia-a-dia e aí entram algumas ações simples, tais como economizar água e energia, separar o lixo para reaproveitamento dos recicláveis, dar preferencia a produtos bio-degradáveis e assim por diante.
    Entretanto, já ouvi muitos comentários do tipo "...será que o Orixá aceitou minha oferenda..., ...a vela apagou..., ...os passarinhos comeram as frutas.. e outras tantas, que representam dúvidas quanto à validade ou não da oferenda.
    Talvez seja importante explicar como é o processo de "ligação" da oferenda física com a oferenda espiritual, em que momento a oferenda fez o seu "efeito" e qual a atitude dos médius ao realizar esta oferenda. Uma vez entendido isso, acredito que ficará entendido todo o aspecto ritualísitico das oferendas na Umbanda. Passo-lhe a bola.

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  4. Paulão, o homem que vai balançar a Umbanda no Paraná através de uma Federação realmente umbandista, está tendo uma participação muito interessante no nosso blog. Aceitei a bola e vou passar adiante. Vamos aguardar as idéias sobre o nome para substituir o "amalá" e como devemos adequa-lo dentro da ecologia. FMG

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  5. Legal. Tem um capítulo do Grifos do Passado em que Pai Fernando descreve a feitura de um Amalá, e toda a "magia" envolvida no mesmo...É muito bonito, vale a pena ler.

    Quanto as palavras... não sei se "concordo"... Amalá, Amaci, Orixá, Adjuntó, Adejá, Babalaô, Curimba... Essas palavras me soam tão bonitas aos ouvidos, que, ao menos neste momento, não consigo imaginar outras.

    Abraço!

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